quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ricardo Alexandre Almeida: SOBRE RECEITA, SEFAZ/PE e ISS-Recife


Alô Galera concurseira,
Muita gente tem me enviado mensagens perguntando sobre a adaptação de meu curso e livro ao perfil cobrado pela ESAF na mais recente prova para AFRFB.

Bem, em primeiro lugar, precisamos deixar algumas coisas claras.

Nos últimos concursos da Receita tem ficado notória a diferença de perfil entre as provas para Analista Tributário e para Auditor-Fiscal. A primeira tem sido mais principiológica e jurisprudencial; sem medo de errar, afirmo que tem sido mais inteligente mesmo, cobrando direito tributário de verdade, exigindo que o candidato conheça a norma, sua interpretação e o que tem valido na prática.

Já a prova de Auditor tem caminhado – a última correu, não apenas caminhou – no sentido de se tornar mais uma prova de legislação tributária, exigindo que o candidato esteja atento às minúcias das novidades da legislação referente aos tributos federais. Prova cheinha de perguntas de gaveta do cofre do navio afundado (o do voo sumido da Malaysia Airlines).
Assim, em se tratando da prova de Analista, não há adaptações a serem feitas quanto ao que nós vemos nas aulas. Se vc já aprendeu tudo, parabéns! Passe para a próxima matéria. Na prova para Auditor, a modificação de aulas somente faz sentido bastante próximo das realização do concurso. Tem que ser um “adendo” ao curso regular (que ainda é válido!) e que seja elaborado muito próximo ao edital (ou até após a publicação do bicho). O motivo é que eles gostam de cobrar a mudança recentíssima. Quem fez a mais recente prova deve lembrar que eles cobraram, por exemplo, o enquadramento jurídico tributário da bolsa paga aos profissionais do programa “Mais Médicos”.

Quem quiser ir se adiantando e somente tenha interesse pelo cargo de AFRF, basta ficar de olho nas mudanças legislativas (o que, convenhamos, não é muito agradável de se fazer diariamente). Aos demais, acho que a riqueza dos concursos fiscais que aparecem pelo Brasil faz com que vcs possam deixar para estudar o "adendo AFRF" após a saída do edital.

Aos colegas concurseiros fiscais que vão fazer as provas do ISS-Recife e SEFAZ-PE, muito sucesso! Aos forasteiros, bem vindo a Pernambuco! Espero que fiquem! Vamos marcar uma cervejada nacional para depois das provas?!!

Especificamente quanto ao ICMS, acredito numa prova muuuuito cansativa (dêem uma olhada no que a FCC fez no último concurso do Rio!). Assim, partam para cima com a estratégia pronta! Não deixem para criar uma estratégia no transcorrer da prova! Isso é suicídio! 

Calculem de quanto tempo dispõem por questão (ponderando com o tipo da matéria... contabilidade é bem diferente de direito) e façam a prova sempre calculando se o ritmo será suficiente para sobrar, com folga, tempo para marcar o gabarito.

Ministrei aula para uma turma no Rio de Janeiro (grande Dicler, tudo bem nessa terra rubro-negra?!) e tive contato com vários que fizeram a última prova. Muitos disseram que gostam de tributário, mas como deixaram para o fim, não restava tempo e eles tiveram que chutar a questão direto no gabarito, sem sequer ler o enunciado!!!! Imaginam isto?! Como concurseiro deu até vontade de chorar.

Sabendo administrar o danado do tempo, em se tratando de Carlos Chagas, as questões não são difíceis. Depois, com mais folga, vou postar um texto explicando as técnicas que utilizei como concurseiro para conseguir chegar sempre no momento de marcar o gabarito com no mínimo 30 minutos sobrando.

Isso é tão fundamental quanto estudar a matéria da prova. Posso garantir!

Por enquanto, “keep walking” (não fique abichornado como o leãozinho da foto que abre o post)!

Beijo a todos!

Fonte: https://www.facebook.com/ricardoalexandre.almeida/posts/882951235050929:0

terça-feira, 9 de setembro de 2014

LS Concursos: Análise da prova para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – 2014


Caros concursandos,
a equipe LS Concursos relata abaixo análise da última prova para o cargo de AFRFB (2014), considerando os principais aspectos em sua totalidade e a peculiaridade de cada matéria nesse certame. Preliminarmente, importante destacar a dificuldade dessa prova. É provável que os candidatos que fizeram a pontuação mínima exigida – 60% no total e 40% em cada disciplina – tenham a sua prova discursiva corrigida e estão na briga pela vaga. Convém ressaltar, ainda, que essa dificuldade seguiu a linha do concurso de 2012 para Auditor da Receita, quando todos os candidatos que superaram a pontuação mínima exigida foram aprovados e nomeados. Dentre várias constatações, destacamos aqui a necessidade de direcionamento e preparação antecipada para o concurso da Receita, tendo em vista a especificidade, o tamanho do conteúdo e a dificuldade da prova de Legislação Tributária, a qual exigem um período muito maior que 2 meses para o seu aprendizado.
Como é tradição em todas as provas da ESAF, as provas em análise exigiram não somente um conhecimento aprofundado em cada disciplina, como também boa velocidade na resolução das questões.
Vamos à análise por matéria:

Discursiva

A prova discursiva não apresentou grandes dificuldades quanto aos temas exigidos, tampouco com o tempo destinado para a sua resolução. As duas questões tratavam de tópicos básicos para esse concurso, e solicitaram características gerais e conceituais.
A questão sobre o Simples Nacional, questionou-se sobre as características gerais do regime, competência para instituí-lo, preceitos constitucionais, quais tributos o integram, obrigatoriedade de participação dos estados, entre outros pontos. Todos eles precisam ser de conhecimento obrigatório para quem decide brigar por uma vaga em concursos da área fiscal.
Na questão sobre legislação aduaneira, o assunto cobrado é o primeiro a ser estudado em qualquer material preparatório dessa disciplina, o que facilitou a vida de muitos alunos! Exigiram-se preceitos básicos de jurisdição aduaneira – área de controle integrado, zona primária, secundária, etc.
Ressaltamos que, embora seja essencial que o candidato tivesse domínio dos assuntos, boa parte da pontuação é dedicada à correção da língua portuguesa. E, por isso, quem escreveu as respostas com uma estrutra textual adequada, e foi cauteloso quanto regras básicas de gramática,  pode contar com uma nota, no mínimo, razoável.

Português

A prova português foi um presente para os candidatos que treinaram exaustivamente as questões da ESAF. Os exercícios seguiram os modelos de concursos anteriores, e as questões cobraram aquilo que normalmente aparece mesmo em provas da banca.
Em relação aos assuntos cobrados, observamos que foram poucas questões de interpretação, assim, o tempo, que costuma ser o grande problema nas provas de português, acabou não tendo tanta importância. A maioria das questões era de assuntos gramaticais mesmo.
Pronome - como esperado, houve questões cobrando o uso do pronome (ela, ela, isso, aquilo) para retomar determinado vocábulo no texto. O vocábulo cujo e sua substituição pelo pronome "que" também estava na prova. E essa não podia errar, porque a ESAF toda vez cobra esse mesmo assunto e da mesma maneira. Cobrou-se também, como de costume, troca de voz ativa por voz passiva, como item d da questão 39, gabarito 2. A regência também foi cobrada, como na questão 47 B, gabarito 2, em que era necessário conhecer a regência dos verbos acrescer, dirigir, direcionar e trazer.
Geralmente verbo e crase são os temas que não podem faltar em provas da ESAF, e dessa vez não foi diferente. A crase foi cobrada na expressão "diz respeito mais às reformas". E verbo foi objeto de questão em vários momentos. Pediu-se a correta grafia do verbo reivindicar, a flexão do verbo ter no plural, transformação de passiva sintética em analítica, etc.
E para fazer dessa prova talvez a mais previsível da ESAF dos últimos tempos, o uso correto do porque/por que, estava sendo exigido na questão 49, gabarito 2.
O AFRFB 2014 serviu (e muito) para ratificar que o estudo bem focado nas provas da ESAF, com resolução constante de exercícios elaborados pela banca, geralmente garante aos candidatos ótimas pontuações na disciplina em provas da RFB. Assim, para quem vai fazer provas futuras da referida banca, a dica é muita resolução de questão e provas da ESAF, esse é o segredo!

Espanhol

A prova de Espanhol veio tranquila, nenhuma questão muito complicada (sendo apenas uma passível de recurso, segundo o professor Adinoel) e com o vocabulário costumeiro de certames organizados pela ESAF para a RFB.
Mais uma vez ficou bem claro que o mais importante para o candidato é um bom vocabulário, pois as provas da RFB são eminentemente de interpretação, e entender o texto, mesmo com pouco conhecimento gramatical, é suficiente para conseguir, pelo menos, a pontuação mínima na disciplina.
Segue a proposta de recurso - http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/espanhol-afrfb2014-possivel-recurso/

Inglês

O que foi falado para espanhol serve para a prova de inglês. Questões bem elaboradas pela banca e que exigiam apenas um bom vocabulário sobre os assuntos relacionados à área econômica e aduaneira. Ademais, saber usar bem os conectivos e conhecer o emprego dos verbos modais permitiria ao concurseiro passar sem sustos por essa disciplina. Mas há importante ressalva a se fazer: a língua inglesa nunca pode ser desprezada em concursos da RFB. Muitos candidatos, por terem relativo domínio da língua, acabam deixando a matéria em segundo plano, e, às vezes, tomam alguns sustos (como não fazer o mínimo). Isso ocorre porque o vocabulário de certames da RFB é um pouco mais específico e exigem, sim, um treinamento mais aprofundado, conforme foi passado com antecedência para os alunos da LS.

Raciocínio Lógico

Prova difícil! A Esaf deixou de lado alguns assuntos historicamente muito cobrados (análise combinatória, matemática financeira e probabilidades), e demandou muito conhecimento de matemática básica. Tivemos duas questões de estatística (teste de hipóteses e covariância), duas questões de raciocínio lógico e seis questões de matemática básica (matrizes, funções, geometria plana, trigonometria, proporções e geometria analítica).Causou estranheza a cobrança de geometria analítica em uma das questões. Parece que o item do edital nomeado de geometria básica pode significar além de geometria plana, também as geometrias espacial e analítica. Ou seja, geometria básica refere-se a qualquer geometria constante do programa do ensino médio. Então, quem quiser se preparar adequadamente para as provas da RFB deve aprofundar o estudo da matemática elementar. Não há cursos disponíveis no mercado completos o suficiente para garantir uma preparação segura em todos os tópicos cobrados.

Administração Geral

Das 10 questões da prova de Administração Geral e Pública, 5 referiam-se à Administração Geral e 5 à Administração Pública. Alguns temas de Administração Financeira e Orçamentária estavam contidos no edital, mas não foram objeto de cobrança.
A ESAF brindou os candidatos com uma prova relativamente fácil. Apesar de abrangerem boa parte do edital, as questões exigiram, em regra, conhecimento apenas superficial da teoria, o que facilitou bastante a vida dos candidatos. Tópicos consagrados como modelos teóricos da APU, governabilidade, governança e accountability estiveram presentes, além de uma questão sobre Ética, que provavelmente será anulada. Em administração Geral, temas historicamente cobrados se repetiram – Liderança, Motivação, Controle, Comunicação, Planejamento Estratégico e Processo Decisório.

Direito Constitucional

A prova de Direito Constitucional causou uma certa dificuldade nos candidatos por cobrar temas relacionados a "competências". Foram várias questões nesse sentido, em que se exigiu o 'conhecimento' de temas como competência para legislar, competências do CNJ, competência do Ministério Público e competência dos órgãos do poder judiciário. Além disso, cobrou-se uma questão do tópico Política Urbana, Agrícola e Fundiária e outra sobre ADPF, historicamente pouquíssimo cobradas.
Nesse contexto, é normal que o índice de acertos nessa disciplina não seja tão alto. Ainda assim, não podemos considerar que foi difícil alcançar os 40% nessa prova. Outras questões vieram mais fáceis para ajudar a garantir a nota mínima, como as questões sobre bens públicos, remédios constitucionais e fundamentos da constituição. Além disso, apesar de se exigir temas pouco cobrados, essa prova não exigiu conhecimento profundo de doutrina e jurisprudência. Foi beneficiado quem voltou seu estudo para a leitura da Constituição.

Direito Administrativo

A prova de Direito Administrativo derrubou muitos candidatos nesse concurso. Ainda assim, não podemos considera-la como uma prova de extrema dificuldade. A ESAF diversificou os temas, cobrando temas de licitações, atos e contratos administrativos, lei de acesso à informação, consórcios públicos, organização da administração pública, bens públicos e processo administrativo federal.
Neste certame, não foi cobrado jurisprudência, ou entendimentos do TCU, como em 2012. A questão doutrinária que perturbou muita gente foi sobre a classificação e extinção de atos administrativos, tema já cobrado em outro concurso. De toda forma, quem consegui em torno de 50%, pode considerar ter feito uma boa prova.

Contabilidade

A prova de Contabilidade foi tranquila e, comparativamente com a de 2012, bem mais fácil. A ESAF não fugiu do seu estilo de questões e cobrou assuntos tradicionais da disciplina. Tivemos questões dos seguintes assuntos: DFC, DVA, Reservas de Lucros, Ativo Não Circulante Mantido para Venda (CPC 31), Redução ao valor recuperável de ativos (CPC 01), Propriedades para Investimento (CPC 28).
Além dessas, no tópico de Análise das Demonstrações 3 questões que exigiam unicamente que o candidato soubesse as fórmulas para calcular os índices com os dados fornecidos em um tabela. Quanto ao tópico de Destinação de Resultados, 4 questões exigiam alguns cálculos, mas nada muito complexo. O candidato poderia matar as 4 sem muita dificuldade. Ademais, cobrou-se 2 questões de avaliação de investimentos (MEP), uma de folha de pagamento, depreciação de imobilizado e 3 questões envolvendo desconto de duplicatas.
A respeito de questões anuláveis, podemos destacar 3 possibilidades: a questão 19 do gabarito 1 – Não houve um ganho com venda de imobilizado de 15 mil (o ganho foi de R$ 1.000) – deve ser anulada. Na questão 20, a ESAF contabilizou no método antigo, considerando juros a vencer no ativo, ao invés de passivo. Como já tinha feito isso em 2012, não deve mudar. Na questão 21 não sabemos de onde saiu o débito em contas a receber. Essa também deve ser anulada.
Em resumo, podemos fixar que a ESAF, como feito no concurso para AFRFB em 2012, mesclou questões clássicas sobre tópicos corriqueiros com outras envolvendo os CPCs. Quem seguiu nossas orientações, baseadas na última prova e em possíveis novidades, pôde fazer boa prova.

Direito Tributário

Das 15 questões apresentadas nesse grupo, houve uma grande miscigenação de assuntos. Foram 3 questões de Direito Previdenciário (33, 36 e 40), 3 questões sobre jurisprudência recentes dos tribunais superiores (37, 39 e 40), 3 questões sobre tributos específicos (31, 34 e 41), 3 questões que tratavam mais diretamente sobre assuntos tributários, resolvíeis com CTN e CF/88, e uma questão a respeito da Lei do Simples Nacional.
Em conjunto com Raciocínio Lógico e Legislação Tributária, essa foi uma das matérias mais difíceis da prova. Além de julgados dos órgãos superiores, alguns muito recentes, foi explorado temas muito específicos como o RTT e tributação sobre lucros oriundos do exterior, este último esperado na prova de legislação.Analisando as questões de forma separadas, podemos dizer que as questões 31, 37, 39 e 43 foram retiradas de recentes julgados do STF. Fazendo uma exposição breve, os julgados analisados e os temas foram, respectivamente: RE 582525/2013 (determinação de BC do CSLL), RMS 23729/2006 (definição de serviços assistência), ARE 712.285-Agr/2013 (inexistência de definição constitucionalidade e confisco, sendo, portanto um conceito aberto a ser analisado pelo juiz em cada caso), e RE 606107/2013.
A única questão que tratava a respeito da Lei do Simples Nacional (LC 123/2006) versava sobre temas gerais, e exigia o conhecimento do candidato a respeito de valores a serem considerados para enquadramento do estabelecimento na condição de ME ou EPP.
Iniciando a análise de questões mais polêmicas, que apresentavam conhecimento dos candidatos a respeito de recentes alterações na legislação tributária, a questão de número 34 cobrou o conhecimento sobre tributação de lucros auferidos no exterior por empresas controladas por pessoa jurídica investidora domiciliada no Brasil, e apresentou apenas incisos com conceitos precisos e corretos, extraídos diretamente da legislação pertinente, o que levou ao gabarito com o inciso que apontava todas as alternativas como corretas.
Outra questão, também especifica e polêmica, que merece certos apontamentos é a de número 41, que trata a respeito da extinção do Regime Tributário de Tributação (RTT) e suas consequências. Deixando de lado as críticas que vem recebendo, por ser uma legislação recente, uma Medida Provisória editada no fim do ano de 2013 (MP 627), a questão analisou recentes alterações na lei tributária e societária com a extinção do Regime Tributário de Transição. Dentre as consequências desta nova Lei, a extinção do ajuste ao Livro Fiscal em decorrência do RTT não fazem parte.
Por fim, a questão 45, ultima da prova, que apresentava um texto copiado do site da Receita Federal, cobrava o conhecimento mais aprofundado sobre IPI, e exigia o apontamento de qual alternativa estaria incorreta sobre o tema, e, por descaso de uma recente atualização da Lei em 2012, que alterou a porcentagem que determina quando uma empresa é prepondera exportadora ou não (passou de 70% para 50% da Receita Bruta), a questão apresentou duas questões incorretas, e não apenas uma.
As demais questões são questões sem tantas complexidades ou que não merecem apontamentos específicos, por serem assuntos mais corriqueiros sobre Direito Previdenciário (Q33 e Q40 [recolhimento de contribuição previdenciária] e Q36 [conceitos de empregador]) ou temas facilmente encontrados no Código Tributário (Q35, Q38, Q42) e na Constituição Federal (Q44).

Auditoria

A prova de auditoria do concurso para AFRFB/2014 teve 10 questões com peso 2, ou seja, tínhamos 20 pontos em jogo. Diferente da última prova da Receita, as questões de auditoria foram bem tranqüilas. A grande maioria das questões cobrou a literalidade das normas de auditoria. Não houve nenhuma questão polêmica e provavelmente não haverá nenhuma anulação.

Legislação Tributária

A prova de legislação tributária foi uma das mais difíceis desse concurso, tão ou mais difícil que a prova do concurso para AFRFB/2012. De maneira geral, a prova conteve uma questão muito fácil, 5 questões de média dificuldade e 4 difíceis. A respeito dos assuntos exigidos, foram cobradas duas questões de benefícios fiscais específicos; 3 questões sobre IRPF, sendo duas delas sobre a composição de sua base de cálculo; uma questão sobre preço de transferências, uma sobre omissão de receita, uma sobre RTT, uma sobre controle de selos de IPI, e uma outra sobre imunidades de IPI.
Conforme foi exposto em nossas orientações, as questões relativas ao IRPF e IPI foram mais tranqüilas de se resolver do que as relacionadas ao IRPJ. Por isso, tentamos atribuir maior foco e prioridade ao IRPF e IPI, dada a menor complexidade desses tópicos.
Com base na análise dessas questões, concluímos que para uma preparação minimamente satisfatória para o concurso da Receita é necessário um direcionamento e um estudo antecipado de suas matérias específicas num intervalo mínimo de 6 meses, em razão da especificidade, do tamanho e da complexidade dessas legislações. Considerando a alta probabilidade de que daqui em diante todos os concursos desse órgão exigirão legislação tributária e aduaneira, é imprescindível que os interessados busquem assimilar esses conteúdos antes do lançamento do edital do certame.

Comércio Internacional e Legislação Aduaneira

A prova de comércio internacional e legislação aduaneira manteve o mesmo estilo do concurso para AFRFB/2012. Tivemos questões longas, mas com respostas facilmente identificáveis. Muitas assertivas puderam ser avaliadas e resolvidas com base unicamente nas dicas repassadas durante as metas de reta final para esse certame. Além disso, o material do professor Ricardo Vale para ambas as disciplinas contemplou todas as questões exigidas nessa prova.
De forma resumida, tivemos duas questões sobre práticas desleais de comércio e defesa comercial; duas sobre valor aduaneiro; duas sobre regimes aduaneiros especiais; uma sobre OMC; uma sobre características gerais do imposto importação; outra sobre CIDE-combustíveis; e outras envolvendo controle de veículos, bagagens e pontos específicos da legislação aduaneira.
Foi uma prova bem elaborada, em que se exigiram pontos diversificados do edital, de forma que os candidatos que se dedicaram e seguiram nossas orientações provavelmente tiveram uma boa pontuação.

domingo, 7 de setembro de 2014

Professor Fernando Gama: Campanha pelo Mais e pelo Melhor

Todos nós queremos ser mais felizes, seja no amor, no trabalho, em família, na vida pessoal, profissional e afetiva, mas vocês já repararam que, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, estamos cada vez mais nos contentando com aquilo que as vida nos oferece, sem de fato arregaçar as mangas para buscar o que realmente queremos? E se nós lançássemos uma Campanha pelo Mais e pelo Melhor?

Nessa pseudo-campanha, ao invés de aceitarmos o mais ou menos em nossas vidas, nós, a partir de hoje, só iríamos aceitar o excelente, o máximo, o melhor, nada menos daquilo que realmente temos direito, o que acham? É para isso que eu convido vocês para uma pequena reflexão sobre nossas vidas, hoje.

Cada vez mais, eu vejo pessoas que aceitam um relacionamento qualquer, talvez com medo de ficarem sozinhas, e acabam tendo apenas uma vida mais ou menos. Ao invés de procurarem e batalharem pelo que realmente querem e merecem. E depois, reclamam do parceiro, seja ele um namorado (a), esposo (a) ou até mesmo, um colega de trabalho, ou sócio, etc. Nós escolhemos mal, com preguiça, medo, ou falta de vontade de lutar pelo mais e pelo melhor, e depois, colocamos a culpa no outro pelas frustrações que isso acarreta. Bem justo, não é mesmo? 

Isso acontece em diversas situações na nossa vida. Um sujeito estuda "mais ou menos", não dá tudo de si, não arregaça as mangas, não faz o mais, nem o melhor, mas espera que a vida lhe traga uma aprovação em um excelente concurso público. Mas, como a aprovação não vem, ele culpa a todos, dos familiares ao governo, mas não consegue enxergar que ele mesmo fez um pacto com a mediocridade. Esqueceu que, mesmo podendo, deixou de lutar pelo mais e pelo melhor, simplesmente, porque era mais cômodo ou "mais ou menos".

O "mais ou menos" é uma coisa muito perigosa em nossas vidas. Se tivéssemos que nos contentar com isso, a humanidade não teria chegado aonde chegou: Santos Dumont poderia se acomodar e achar que o transporte terrestre já era bom o suficiente, então, para se preocupar em inventar o avião? Mick Jagger, cuja banda Rolling Stones completou 50 anos em 2014, milionário, poderia se contentar com o que já fez na vida, mas, ao contrário, lançou uma nova turnê pelo mundo para anunciar seu novo álbum....Aos 71 anos de idade. E alguns não entendem como uma banda que está junta há 50 anos, resolve treinar 8 extenuantes horas por dia. Eu entendo, eles querem o "mais e o melhor", não o "mais ou menos".

Steve Jobs não se contentou em ter a maior e mais valiosa companhia do mundo e, em 2007, lançou um telefone celular que revolucionou a forma como interagimos hoje em dia com a computação e entre nós. Imaginem se ele tivesse se contentado com a fama e com a fortuna, será que teríamos hoje o nível de desenvolvimento nessa área que temos? Eu poderia dar milhares de exemplos de pessoas de sucesso, que simplesmente, não aceitam nada menos do que podem e do que merecem, que não aceitam o morno, o mais ou menos, que lutam atrás dos seus sonhos, de verdade, sempre buscando o mais e o melhor. Mas, ao invés de fazer isso, eu vou lhes perguntar? O que você tem feito para ser mais e melhor? 

Agir no "mais ou menos", é muito simples. É como andar em uma estrada em linha reta, a velocidade constante. Mas, abrir mão do seu conforto, da sua zona de conforto que sua vida "mais ou menos" lhe oferece, para buscar o mais e o melhor, vai exigir trabalho, estudo, dedicação, amor e, principalmente, coragem. Sem coragem, não conseguimos sair da nossa zona de conforto para buscar o que realmente merecemos. E aceitamos o "mais ou menos". Quando a frustração vem, a culpa nunca é nossa, é sempre dos outros. Afinal, se não temos coragem de lutar pelo que queremos, teremos coragem de assumir os nossos erros? Claro que não....

Coragem não é ausência de medo. Eu mesmo tenho medo de muitas coisas. Já contei para muitos dos meus alunos sobre o meu medo de avião e, eu, sinceramente, acho que toda pessoa inteligente tem medo de avião. rsrs. Brincadeiras à parte, hoje em dia, eu enfrentei o medo e, apesar de tudo, consigo voar normalmente. Eu simplesmente não aceitei mais aquilo como limitante na minha vida, e decidi que iria buscar o mais e o melhor. Buscar o mais e o melhor, é acima de tudo, uma decisão que precisamos tomar. Uma decisão, que não depende de outras pessoas, unicamente de você. 

É claro que não estou falando para nos tornarmos pessoas egoístas, mesquinhas, que só pensam em si. Muito pelo contrário. Aquele que busca o mais e o melhor, está fazendo um bem não só a si, mas a todos os que o cercam, sociedade inclusa. Aquele que deixa a mediocridade de lado e para de buscar soluções para se manter no "mais ou menos", é um corajoso que não se permite viver menos do que merece simplesmente pela falta de luta pelo mais e pelo melhor. É o sujeito que não aceita um relacionamento mais ou menos, para não ficar só, mas quer estar sempre "apaixonado", ciente de que manter a paixão acesa por anos a fio, depende de muita luta, muita garra, muita dedicação. O corajoso não é aquele que não tem medo, mas o covarde, aquele que aceita as condições e deixa de lutar pelo que quer, e aceita aquilo que a vida lhe impõe, esse sim, é um medroso. Você está lutando pelo mais e pelo melhor? Você está satisfeito com a sua vida, no "mais ou menos"? Quer mudar? Quer realmente mudar? Então, o que tem feito para atingir a felicidade plena, não aceitando nada menos do que você merece, nada menos do que você é capaz?

Tenha coragem para enfrentar seus medos, e deixe de lado velhas desculpas para não ser feliz completamente. Não seja aquela pessoa, que ao fim da vida, vai se lamentar por aquilo que poderia ter feito, mas, por medo e covardia, não o fez. Nós nascemos para sermos felizes, completos, e temos todas as condições para isso. Vamos fazer um pacto contra a mediocridade, contras as lamentações, contra o "mais ou menos". Que tal se, a partir desse momento, você fizesse uma pequena reflexão na sua vida para torná-la "mais e melhor", em todos os seus aspectos? Esqueça um pouco "o que os outros vão pensar de você", tenha coragem para assumir aquilo que você realmente quer e não aceite nada a menos do que isso. Você será mais feliz no seu relacionamento, mais feliz no trabalho, mais feliz com você mesmo, porque a coragem, além de tudo, é um remédio contra a infelicidade. Aceitamos as derrotas que a vida nos impõe, pelos riscos que corremos, mas simplesmente aceitar o "mais ou menos" pelo nossa covardia é um dos maiores venenos para a nossa alma: e no fundo, nós sabemos, mais do que ninguém, quando estamos simplesmente aceitando o "mais ou menos", ao invés do ótimo, do excelente, do bom, do perfeito. E, ao invés de buscarmos isso, gastamos nosso tempo com explicações, desculpas, para os nossos resultados "mais ou menos". Você quer ser "mais ou menos", ou ser mais e melhor?

Já viram aquela pessoa que quando você aperta a mão dela, ela faz um sorriso amarelo e, ao invés de dar mão com vontade para o cumprimento, com calor, amor e força, só oferece a pontinha do dedo, como se estivesse quase morrendo, como se não quisesse muito contato? Pois é. Essa pessoa desistiu do mais e do melhor, e simplesmente, aceita um contato superficial, ao invés de dar aquele abraço acalorado, aquele aperto de mão com vontade e coração, que faria com certeza a outra pessoa se sentir melhor. Já viram o sujeito, que ao invés de lutar pelo o que quer, fica o tempo todo reclamando, por aquilo que não conseguiu? Já viram aquele colega de trabalho que ao invés de entregar o que esperam dele, se acostumou a dar desculpas? Ao invés de usar seu potencial para o mais e o melhor, ele usa para criar desculpas para o mais ou menos.

O "mais e o melhor" não é um objetivo em si mesmo; antes de tudo é uma prática de vida que exige trabalho, vontade, coragem, constantes. Seja para cumprimentar alguém, seja para lavar um prato, seja para namorar, seja para fazer uma viagem, seja para conversar com alguém, seja para escrever um texto na internet, seja no trabalho, o "mais e o melhor" exige que você deixe de lado velhas práticas, sua covardia e parta para fazer tudo com aquele espírito de amor, perfeição, vontade pela excelência. E você, vai ficar aí parado, ou vai aceitar o meu desafio, o meu pacto pelo mais e pelo melhor a partir de agora em sua vida? Convido todos vocês, a partir de hoje, a refletirem, em todos aspectos da suas vidas, onde as insatisfações afloram, o que você pode fazer para ser um ser humano mais e melhor, que na verdade, é aquela pessoa que está aí dentro de você, aprisionada por aquele sujeito covarde, chamado o "mais ou menos". Se você pode ser mais e melhor, não aceite nada menos daquilo que você merece. Esse é o seu passaporte para uma vida muito mais feliz e completa. E é o que eu sinceramente desejo a todos vocês.

Boa noite.

Abraços,


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Novo livro do Alexandre Meirelles: Concursos Fiscais



Este livro é fruto do conhecimento adquirido pelo autor ao longo de anos de estudo, da prática profissional na área fiscal e como palestrante e orientador de milhares de concurseiros em mensagens trocadas e inúmeras palestras. 
Você, que almeja uma posição na área.

Compre aqui

Sinopse
Este livro é fruto do conhecimento adquirido pelo autor ao longo de anos de estudo, da prática profissional na área fiscal e como palestrante e orientador de milhares de concurseiros em mensagens trocadas e inúmeras palestras.

Você, que almeja uma posição na área fiscal, encontrará nesta obra todas as informações de que precisa. Didática e com linguagem objetiva, seu conteúdo foi dividido em quatro partes:

A primeira unidade apresenta as noções iniciais sobre o trabalho do Auditor Fiscal, partindo de um breve histórico da carreira. Mostra também como é a atividade do fisco em alguns países, os diferentes tipos de serviços que um Auditor Fiscal pode realizar, os requisitos necessários, as diferentes formas de remuneração e aposentadoria e muito mais.

Na segunda unidade, é detalhado cada fisco, com a descrição dos fiscos da União, dos Estados e dos Municípios, além de diversas outras carreiras que possuem concursos parecidos com os fiscais.

A terceira unidade descreve os concursos fiscais, analisando sua periodicidade, os requisitos necessários para a carreira, quais as disciplinas cobradas nas provas, como estudar cada uma delas e as diferenças entre as bancas e os editais. Traz, ainda, dicas para otimizar o tempo de estudo.

Na quarta unidade são apresentadas dicas sobre o que fazer da vida após ser aprovado em um bom cargo da área. Aborda também alguns assuntos que fazem muitos candidatos e seus familiares temerem estes cargos, como os riscos da profissão e a corrupção no meio fiscal.

O conteúdo desta obra interessa tanto aos concurseiros mais experientes quanto aos iniciantes. Também servirá como uma boa base para que o leitor decida se vai querer ser um Auditor Fiscal ou não, pois o autor não esconde o jogo, traz informações de forma aberta e direta.


Sumário: aqui

Autoria: Alexandre Meirelles 
  • Ocupa, desde 2006, o cargo de Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo.
  • Graduado em Informática e Matemática com especialização em Direito Tributário, Matemática e Estatística e Mestrado em Estatística.
  • Aprovado nos concursos para:
  • Agente Fiscal de Rendas do Estado de SP;
  • Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil;
  • Auditor Fiscal da Receita Estadual de MG;
  • Auditor Fiscal  de Tributos Municipais de Belo Horizonte;
  • Técnico de Finanças e Controle do Ministério da Fazenda.
  • Autor de um dos textos mais conhecidos sobre concursos, o Manual do Concurseiro, já lido por dezenas de milhares de candidatos.
  • Autor do livro Como Estudar para Concursos, publicado por esta Editora, e de diversos artigos em revistas da área.
  • Desde 2006 ministra palestras em instituições e feiras especializadas em concursos, nas quais fornece diversas dicas sobre como estudar de forma otimizada. Dezenas de milhares de candidatos já assistiram às suas palestras.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Origem do Leão do Imposto de Renda

A-Origem-do-Leão-do-Imposto-de-Renda
No final de 1979, a Secretaria da Receita Federal encomendou uma campanha publicitária para divulgar o Programa Imposto de Renda. Após análise das propostas, foi imaginado o leão como símbolo da ação fiscalizadora da Receita Federal e em especial do imposto de renda. De início, a idéia teve reações diversas, mas, mesmo assim, a campanha foi lançada.
A escolha do leão levou em consideração algumas de suas características:

1) É o rei dos animais mas não ataca sem avisar;
2) É justo;
3) É leal;
4) É manso, mas não é bobo.

A campanha resultou numa identificação pela opinião pública do leão com a Receita Federal e em especial com o imposto de renda. Embora hoje em dia a Receita Federal não use a figura do leão, a imagem do símbolo ficou guardada na mídia e na mente dos contribuintes.

Pesquisa entre os concurseiros.


Pesquisa realizada pela equipe da Ferramenta Ciclos de Estudos
Responda essa pesquisa e ganhe gratuitamente o Ebook Concurso Público: Desejo ou Decisão?


Link para a ferramenta Ciclo de Estudos: aqui

Ps: O Blog Leão da Receita não é o autor desta enquete. Esta é apenas uma colaboração minha para amigos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ferramenta Online Ciclos de Estudos - O Segredo dos Concurseiros Vencedores!

O Segredo dos Concurseiros Vencedores!



Clique no link abaixo que confira essa fantástica ferramenta de estudos que vai auxiliar você no seu dia a dia de concurseiro.

Ferramenta Online Ciclo de Estudos


Vejam os gráficos que essa ferramenta gera:





terça-feira, 19 de agosto de 2014

AFRFB 2014: classificados buscam nomeação imediata de todos


Desde o dia 03/07/2014, quando ocorreu a publicação da homologação do resultado final do concurso para o cargo de Auditor da Receita Federal do Brasil, iniciou-se a luta pela nomeação conjunta de todos os 552 aprovados naquele certame.
No mesmo dia formou-se uma comissão representando estes candidatos e, graças às redes sociais, em poucas horas já se tinham vários dados de todos os aprovados. A partir deste levantamento detalhado de informações, a comissão chegou à conclusão de que seria viável a nomeação de todos os 552 candidatos classificados pela Receita Federal, e não apenas dos 278 aprovados dentro das vagas.

“De posse das informações levantadas verificou-se que a maior parte dos classificados já são servidores públicos federais, dentre os quais aos menos 277 são Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil. Ou seja, a convocação dos 552 implicaria num incremento real de 275 servidores”, é o que destaca Olielson Júnior, membro da comissão de aprovados.

Outro argumento que corrobora a tese levantada pela comissão de aprovados é o expressivo número de servidores cuja aposentadoria está prevista para 2014. Os números apurados pela comissão junto ao Sindifisco e Anfip (entidades representativas dos Auditores Fiscais) dão conta de que só este ano estarão se aposentando aproximadamente 594 Auditores Fiscais, ou seja, a nomeação dos 552 classificados seria suficiente apenas para recompor a perda de quadros deste exercício.

Para Myrelle Miranda, que também faz parte da comissão, “o apoio dado pelas entidades representativas dos Auditores Fiscais, por parlamentares que apoiam a causa, e pela própria Receita Federal do Brasil está sendo de extrema importância para atingirmos o nosso objetivo”, ela lembra que a Receita recebeu a comissão e, ciente da viabilidade de nomeação dos 552 aprovados, protocolou junto ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MPOG o pedido de nomeação de todos os aprovados, e não apenas das 278 vagas.

Recentemente a Secretaria de Orçamento e Finanças deu o atesto de disponibilidade orçamentária no valor de R$25.343.453,28 para o exercício de 2014, dado que segundo os representantes dos aprovados, é mais um que viabiliza a nomeação de todos. “Levando em conta que muitos dos candidatos já são servidores do Poder Executivo Federal, a nomeação apenas dos 278 incorre num impacto orçamentário para os próximos 4 meses de R$13.847.167,04, fazendo com que ainda haja margem para nomeação dos demais aprovados sem extrapolar o atesto orçamentário dado pela SOF”, é o que aponta Thiago Nascimento exibindo cálculo de viabilidade feito pela comissão.

Ansiosos pela nomeação, e confiantes de que o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MPOG, também conhece todos estes números, os 552 aprovados acreditam que a Ministra Miriam Belchior fará a nomeação de todos, já que há orçamento disponível.            

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Acompanhamento processual dos concursos para as carreiras fazendárias da União

Interessado: MINISTERIO DA FAZENDA
Número do Protocolo: 03000.002346/2014-44
Assunto: ENCAMINHA, PARA ANALISE E PROVIDENCIAS, PROPOSTA DE PLANO PLURIANUAL DE INGRESSOS PARA O MINISTERIO DA FAZENDA, PARA O PERIODO DE 2015-2019, E SOLICITA AUTORIZACAO PARA REALIZACAO DE CONCURSOS PARA AS CARREIRAS FAZENDARIAS.

Clique aqui

Receita Federal: Objetivo é abrir concurso para auditor e analista

O pedido de concurso em 2015 para analista-tributário e auditor-fiscal da Receita Federal (ambos de nível superior) prossegue em análise na Coordenação-Geral de Desenvolvimento Econômico e Produtivo do Ministério do Planejamento. A solicitação foi cadastrada no ministério no início do mês passado e desde o dia 5 daquele mês encontra-se na coordenação vinculada à Secretaria de Gestão Pública da pasta. Os cargos de analista e auditor da Receita têm como requisito o ensino superior completo em qualquer área e proporcionam estabilidade (contratações pelo regime estatutário) e remuneração inicial de R$ 9.171,88 e R$ 15.338,44, respectivamente, já incluindo o auxílio-alimentação, de R$ 373.

O processo por meio do qual o pedido de concurso está sendo analisado (que ainda precisa passar por diferentes setores para que a seleção  seja autorizada) foi encaminhado pelo Ministério da Fazenda e inclui uma proposta de plano de ingresso de servidores para o período de 2015 a 2019. O número de ingressos propostos para cada ano ainda não foi informado. Para a presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita (Sindireceita), Sílvia Felismino, é necessário o preenchimento de 1.800 vagas de analista a cada ano. O sindicato cobra a abertura do concurso ainda este ano. No caso de auditor, antes de abrir a nova seleção, porém, a Receita deverá ter que nomear todos os 552 aprovados na seleção deste ano.

Segundo afirmou à FOLHA DIRIGIDA, o vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Anfip), Vilson Romero, o estimado é que este ano sejam chamados apenas os aprovados para as 278 vagas de previstas em edital. A convocação dos excedentes aconteceria a partir de março do ano que vem, já na nova gestão do governo federal. A seleção para auditor irá vigorar até pelo menos janeiro do ano que vem (há possibilidade de prorrogação por seis meses, até julho). Para analista, a validade do último concurso, aberto de 2012, expirou em fevereiro deste ano, não havendo esse tipo de obstáculo para a abertura da nova seleção.

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