sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A Origem do Leão do Imposto de Renda

A-Origem-do-Leão-do-Imposto-de-Renda
No final de 1979, a Secretaria da Receita Federal encomendou uma campanha publicitária para divulgar o Programa Imposto de Renda. Após análise das propostas, foi imaginado o leão como símbolo da ação fiscalizadora da Receita Federal e em especial do imposto de renda. De início, a idéia teve reações diversas, mas, mesmo assim, a campanha foi lançada.
A escolha do leão levou em consideração algumas de suas características:

1) É o rei dos animais mas não ataca sem avisar;
2) É justo;
3) É leal;
4) É manso, mas não é bobo.

A campanha resultou numa identificação pela opinião pública do leão com a Receita Federal e em especial com o imposto de renda. Embora hoje em dia a Receita Federal não use a figura do leão, a imagem do símbolo ficou guardada na mídia e na mente dos contribuintes.

Pesquisa entre os concurseiros.


Pesquisa realizada pela equipe da Ferramenta Ciclos de Estudos
Responda essa pesquisa e ganhe gratuitamente o Ebook Concurso Público: Desejo ou Decisão?


Link para a ferramenta Ciclo de Estudos: aqui

Ps: O Blog Leão da Receita não é o autor desta enquete. Esta é apenas uma colaboração minha para amigos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ferramenta Online Ciclos de Estudos - O Segredo dos Concurseiros Vencedores!

O Segredo dos Concurseiros Vencedores!



Clique no link abaixo que confira essa fantástica ferramenta de estudos que vai auxiliar você no seu dia a dia de concurseiro.

Ferramenta Online Ciclo de Estudos


Vejam os gráficos que essa ferramenta gera:





terça-feira, 19 de agosto de 2014

AFRFB 2014: classificados buscam nomeação imediata de todos


Desde o dia 03/07/2014, quando ocorreu a publicação da homologação do resultado final do concurso para o cargo de Auditor da Receita Federal do Brasil, iniciou-se a luta pela nomeação conjunta de todos os 552 aprovados naquele certame.
No mesmo dia formou-se uma comissão representando estes candidatos e, graças às redes sociais, em poucas horas já se tinham vários dados de todos os aprovados. A partir deste levantamento detalhado de informações, a comissão chegou à conclusão de que seria viável a nomeação de todos os 552 candidatos classificados pela Receita Federal, e não apenas dos 278 aprovados dentro das vagas.

“De posse das informações levantadas verificou-se que a maior parte dos classificados já são servidores públicos federais, dentre os quais aos menos 277 são Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil. Ou seja, a convocação dos 552 implicaria num incremento real de 275 servidores”, é o que destaca Olielson Júnior, membro da comissão de aprovados.

Outro argumento que corrobora a tese levantada pela comissão de aprovados é o expressivo número de servidores cuja aposentadoria está prevista para 2014. Os números apurados pela comissão junto ao Sindifisco e Anfip (entidades representativas dos Auditores Fiscais) dão conta de que só este ano estarão se aposentando aproximadamente 594 Auditores Fiscais, ou seja, a nomeação dos 552 classificados seria suficiente apenas para recompor a perda de quadros deste exercício.

Para Myrelle Miranda, que também faz parte da comissão, “o apoio dado pelas entidades representativas dos Auditores Fiscais, por parlamentares que apoiam a causa, e pela própria Receita Federal do Brasil está sendo de extrema importância para atingirmos o nosso objetivo”, ela lembra que a Receita recebeu a comissão e, ciente da viabilidade de nomeação dos 552 aprovados, protocolou junto ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MPOG o pedido de nomeação de todos os aprovados, e não apenas das 278 vagas.

Recentemente a Secretaria de Orçamento e Finanças deu o atesto de disponibilidade orçamentária no valor de R$25.343.453,28 para o exercício de 2014, dado que segundo os representantes dos aprovados, é mais um que viabiliza a nomeação de todos. “Levando em conta que muitos dos candidatos já são servidores do Poder Executivo Federal, a nomeação apenas dos 278 incorre num impacto orçamentário para os próximos 4 meses de R$13.847.167,04, fazendo com que ainda haja margem para nomeação dos demais aprovados sem extrapolar o atesto orçamentário dado pela SOF”, é o que aponta Thiago Nascimento exibindo cálculo de viabilidade feito pela comissão.

Ansiosos pela nomeação, e confiantes de que o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – MPOG, também conhece todos estes números, os 552 aprovados acreditam que a Ministra Miriam Belchior fará a nomeação de todos, já que há orçamento disponível.            

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Acompanhamento processual dos concursos para as carreiras fazendárias da União

Interessado: MINISTERIO DA FAZENDA
Número do Protocolo: 03000.002346/2014-44
Assunto: ENCAMINHA, PARA ANALISE E PROVIDENCIAS, PROPOSTA DE PLANO PLURIANUAL DE INGRESSOS PARA O MINISTERIO DA FAZENDA, PARA O PERIODO DE 2015-2019, E SOLICITA AUTORIZACAO PARA REALIZACAO DE CONCURSOS PARA AS CARREIRAS FAZENDARIAS.

Clique aqui

Receita Federal: Objetivo é abrir concurso para auditor e analista

O pedido de concurso em 2015 para analista-tributário e auditor-fiscal da Receita Federal (ambos de nível superior) prossegue em análise na Coordenação-Geral de Desenvolvimento Econômico e Produtivo do Ministério do Planejamento. A solicitação foi cadastrada no ministério no início do mês passado e desde o dia 5 daquele mês encontra-se na coordenação vinculada à Secretaria de Gestão Pública da pasta. Os cargos de analista e auditor da Receita têm como requisito o ensino superior completo em qualquer área e proporcionam estabilidade (contratações pelo regime estatutário) e remuneração inicial de R$ 9.171,88 e R$ 15.338,44, respectivamente, já incluindo o auxílio-alimentação, de R$ 373.

O processo por meio do qual o pedido de concurso está sendo analisado (que ainda precisa passar por diferentes setores para que a seleção  seja autorizada) foi encaminhado pelo Ministério da Fazenda e inclui uma proposta de plano de ingresso de servidores para o período de 2015 a 2019. O número de ingressos propostos para cada ano ainda não foi informado. Para a presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita (Sindireceita), Sílvia Felismino, é necessário o preenchimento de 1.800 vagas de analista a cada ano. O sindicato cobra a abertura do concurso ainda este ano. No caso de auditor, antes de abrir a nova seleção, porém, a Receita deverá ter que nomear todos os 552 aprovados na seleção deste ano.

Segundo afirmou à FOLHA DIRIGIDA, o vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Anfip), Vilson Romero, o estimado é que este ano sejam chamados apenas os aprovados para as 278 vagas de previstas em edital. A convocação dos excedentes aconteceria a partir de março do ano que vem, já na nova gestão do governo federal. A seleção para auditor irá vigorar até pelo menos janeiro do ano que vem (há possibilidade de prorrogação por seis meses, até julho). Para analista, a validade do último concurso, aberto de 2012, expirou em fevereiro deste ano, não havendo esse tipo de obstáculo para a abertura da nova seleção.

sábado, 19 de julho de 2014

Professor Roberto Troncoso: Aprovado em 3º lugar para Consultor Legislativo área I da Câmara dos Deputados


Não são apenas os alunos do Ponto que passam... Nossos professores também! Ao todo, tivemos sete professores do Ponto aprovados nesse concurso. Um deles é o nosso professor Roberto Troncoso. Atualmente ele leciona a disciplina de Direito Constitucional no Ponto dos Concursos e em cursos preparatórios presenciais, é Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), pós-graduado em Auditoria e Controle da Gestão Governamental, Coach no Ponto, autor de livros preparatórios para concurso público e palestrante sobre técnicas de aprendizagem acelerada para concursos.

No currículo de aprovações, já foram 8. Além do TCU, ele já assumiu na Polícia Federal para o cargo de Agente e no Tribunal de Justiça do Distrito Federal para o cargo de Técnico Judiciário.

Apesar de todas essas atribuições, ele ainda encontrou espaço para mais uma difícil preparação. Na entrevista abaixo ele conta como foram seus dois meses de intensa dedicação, suas motivações, os pontos positivos e negativos que pesaram nessa preparação e dá algumas dicas para os desmotivados.



Confira a entrevista na íntegra:

  
Ponto dos Concursos – Professor, quais os principais atrativos da Câmara que te levaram a fazer esse concurso para o cargo de Consultor Legislativo área I?

Roberto Troncoso – Primeiramente, sou um apaixonado pelo Direito Constitucional. Assim, trabalhar exclusivamente com essa área será um grande prazer. Além disso, atuar na produção legislativa sempre foi um grande sonho! Poder influenciar, de certa forma, na formação das leis e das emendas à Constituição será muito legal!

No mais, não posso negar que os atrativos da Câmara também me chamaram muito a atenção (salário, recesso, horário de trabalho, etc.).

Ponto dos Concursos – Gostaríamos de saber um pouco da sua história nessa vida de concurseiro. Quando começou a estudar para concursos e qual foi o motivo da decisão? De lá para cá já foram quantas aprovações?

Roberto Troncoso – Comecei a estudar porque eu queria me casar e precisava de dinheiro. A namorada se foi, mas o concurso ficou (risos). De lá para cá fui aprovado em 8 concursos no total.

No entanto, independentemente da motivação, o que importa é que as pessoas estudem com muuuuuuita garra e vontade! Às vezes, motivações não tão nobres também são suficientemente fortes para nos fazer agir e conquistar nossos objetivos! Por exemplo: eu estudei e passei na Polícia Federal porque queria ter mais dinheiro para sair na balada (risos).

Ponto dos Concursos – Como foi encarar essa preparação, uma vez que o tempo era curto diante das suas atribuições como Auditor do TCU, professor em cursos preparatórios para concurso público, Coach e ainda tendo uma vida pessoal para administrar?

Roberto Troncoso – Vida pessoal? O que é isso? (Risos)
Brincadeiras à parte, se quisermos realmente estudar com afinco, temos que direcionar todas as outras áreas das nossas vidas ao nosso objetivo. Não apenas a parte de trabalho, mas também todas as outras.

No meu caso, negociei no Tribunal para reduzir um pouco minhas atividades, reduzi as aulas e os alunos de coaching, tirei férias no último mês para dar o sprint final e a vida social ficou bastante comprometida. A única coisa de que não abri mão foi a atividade física três vezes por semana. Mais para não pirar a cabeça do que para ficar saradão (risos).

É realmente muito difícil estudar com foco total se você tem um trabalho extremamente desgastante ou poucas horas por dia para estudar. Muitos desistem aqui, achando que não têm outras opções... Aqueles que realmente são bem sucedidos são os que direcionam suas vidas e que fazem adaptações necessárias para se adequar melhor ao ritmo pesado de estudos.

Ponto dos Concursos – O fato de já ser servidor e também de lecionar em cursos preparatórios, faz com que muitas pessoas acreditem que foi mais fácil para você. Isso procede?

Roberto Troncoso – Como eu disse anteriormente, devemos direcionar toda a nossa vida para conquistar os nossos objetivos. Passar em outros concursos, escrever livros e dar aulas foram apenas alguns degraus de toda a jornada.

É claro que ajuda. Afinal, você realmente sabe alguma coisa quando consegue explicá-la. E nada melhor do que dar aulas para te obrigar a realmente saber “tudo”.

Ponto dos Concursos - Por outro lado, o fato de já ser servidor e lecionar em cursos preparatórios, certamente, também lhe tomavam muito tempo, o que também tem seu lado prejudicial. Como foi para você lidar com a questão do tempo?

Roberto Troncoso – Não teve jeito. Tive que reduzir bastante as outras atividades para sobrar mais tempo para os estudos. E isso teve um preço caro. Perdi várias boas oportunidades tanto no TCU quanto como professor... Mas temos que decidir o que realmente queremos e focar nisso. Não dá para fazer tudo de uma vez (risos).

Ponto dos Concursos – Quais os maiores obstáculos encontrados ao longo da preparação?

Roberto Troncoso – O maior obstáculo está dentro da nossa cabeça. Aquele medo de se dedicar muito para um concurso com tão poucas vagas, o medo de não dar certo, aquela preguicinha que bate quando estamos estudando, etc.

As dificuldades para os professores são as mesmas de qualquer outro ser humano.

Ponto dos Concursos - Como fazia com as disciplinas que mais tinha dificuldades? Fazia resumos? Dedicava mais tempo a elas?

Roberto Troncoso – Meu processo de estudos foi exatamente o que eu descrevo nas minhas aulas demonstrativas: mapas mentais no caderno aliados aos exercícios e muita revisão. Não tem muito segredo, mas temos que ter disciplina para seguir em frente. É igual a regime: todo mundo sabe o que deve ser feito, mas só funciona se for feito (risos).

Ponto dos Concursos – Você acredita que teve algum erro nessa preparação? Caso sim, quais foram?

Roberto Troncoso – Sim. Ter estudado pouco tempo. Ao todo, estudei 2 meses e 10 dias e TODOS os dias da minha preparação me senti arrependido de não ter começado a estudar antes.

Infelizmente, por um contexto particular de vida, não comecei a estudar antes. Mas isso atrapalhou demais. Felizmente, deu certo, mesmo assim.

Ponto dos Concursos – E quais foram seus maiores acertos, que te levaram a esse excelente resultado e aprovação?

Roberto Troncoso – Acredito que a melhor característica do meu método de estudos é a objetividade. Sem ficar lendo longos livros ou viajando na maionese. Muitos alunos perdem muito tempo com a falta de objetividade em seus estudos e acabam por não conseguir alcançar bons resultados.

Outro grande acerto é seguir a receita de bolo. Por exemplo, muitos alunos ficam ansiosos com a grande quantidade de matéria e, ao invés de revisar bem e aprender bem um conteúdo antes de passar para o próximo, caem na tentação de querer percorrer logo todo o material. Eles têm a impressão de que ao percorrer todo o material estão matando o edital mais rápido, mas se esquecem de que é na revisão compulsiva que esse conteúdo será retido na mente e não na primeira ou segunda leituras.

Até mesmo nós, professores, temos também essa vontade de ir logo para o próximo conteúdo. No entanto, ter disciplina nesse momento é fundamental.

Por fim, uma overdose de humildade não faz mal a ninguém (risos). Eu revisei o meu material de Direito Constitucional (que EU escrevi) pelo menos 30 vezes e a cada vez que eu o revisava, aprendia algo diferente e compreendia mais e mais a matéria.

Ponto dos Concursos – Para você, quais características são essenciais para que uma pessoa consiga aprovação em um concurso público?

Roberto Troncoso – basta uma característica: DISCIPLINA. Os que são aprovados, não são mais inteligentes do que ninguém e nem melhores do que ninguém. No entanto, eles têm a disposição de pagar o preço, de fazer o que as outras pessoas não querem fazer.

Ponto dos Concursos – Hoje, com o advento da internet, existem várias formas de estudar – cursos online em PDF, videoaulas, cursos presenciais que fazem teleconferência, os próprios cursos presenciais, etc. O que você acha dessa diversidade e qual você acredita ser o mais eficiente?

Roberto Troncoso – Isso depende de pessoa para pessoa. De fato, não há regra. Eu, particularmente, prefiro os cursos em pdf, por serem bem mais objetivos e baseados em questões de prova.

No entanto, existem excelentes professores presenciais e videoaulas. Devemos escolher apenas um. Em relação a material, menos é mais: material demais é tão prejudicial quanto material ruim.

Ponto dos Concursos – Professor, quais dicas você gostaria de deixar para quem pretende ser servidor da Câmara, tentou ser aprovado nesse concurso e não conseguiu?

Roberto Troncoso – Que continue firme! Em breve, teremos mais um concurso do Senado, TCU, etc. Escolha um concurso e mantenha o foco!

Ponto dos Concursos – Gostaria de deixar alguma dica de preparação para quem está nessa caminhada há anos e ainda não obteve sucesso?

Roberto Troncoso – Se você está estudando de forma séria há mais de 2 anos e ainda não foi aprovado em nenhum concurso, com certeza, você está fazendo alguma coisa errada (provavelmente várias). Procure ajuda de um profissional, converse com pessoas que já foram aprovadas, aprenda a estudar... O que não pode é ficar tentando atravessar o Atlântico a nado! É muito melhor ir de avião!

Ponto dos Concursos – Caso queira fazer alguma consideração sobre sua aprovação, fique à vontade... A entrevista é sua!

Roberto Troncoso – Eu sempre digo aos meus alunos que estudar muuuuuuuuito é coisa de preguiçoso! (Risos).
Eu, particularmente, sou uma das pessoas mais preguiçosas que eu conheço. Eu morro de preguiça de estudar. Então é por isso que eu estudo muito e muito focado: para passar logo e poder fazer as coisas que eu gosto de fazer.

Tenha foco, estude muito e resolva logo isso na sua vida!

Grande abraço e bons estudos!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Receita Federal: sindicato quer concurso já e 1.800 vagas de analista por ano

Os pedidos de concurso para a Receita Federal são sempre cercados de mistério e expectativa. Nos últimos anos, em geral, o órgão e o Ministério da Fazenda resistem a informar previamente o quantitativo solicitado. E quando se toma conhecimento da dimensão do pedido, o que se percebe é que o governo federal não tem sido lá tão generoso, liberando um número de vagas muito aquém da necessidade do órgão, que desempenha atividades fundamentais, como o controle das fronteiras brasileiras, a entrada e saída de pessoas no país e a arrecadação de tributos, entre outros.
Para o ano que vem, já há desde maio um pedido de novo concurso para analista-tributário e auditor-fiscal da Receita (ambos com requisito de nível superior em qualquer área e remuneração inicial de R$9.171,88 e R$15.338,44, respectivamente) em análise no Ministério do Planejamento. A proposta inclui um plano de ingresso de novos servidores de 2015 a 2019. Como tem sido o costume, o número proposto de contratações para cada ano ainda não foi informado. A presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita (Sindireceita), Sílvia Felismino, destacou a importância de chamar, no mínimo, 1.800 analistas por ano.
Um estudo divulgado pelo sindicato alerta que não houve um controle adequado dos fronteiras durante a Copa do Mundo, por falta de pessoal, entre outros fatores. E vêm Jogos Olímpicos por aí. Dessa forma, após a categoria ficar sem concurso este ano, diferente do que aconteceu para auditor, o sindicato defende – e promete trabalhar para isso – a abertura da nova oportunidade ainda em 2014. “Entendemos as dificuldades impostas pela lei eleitoral, mas estamos pleiteando o concurso para este ano. Vamos insistir nisso. A situação da Receita Federal está insustentável”, assegura Sílvia Felismino.
FOLHA DIRIGIDA – O Ministério da Fazenda encaminhou ao Ministério do Planejamento uma proposta de plano de ingressos de servidores até 2019, mas não foram informados os quantitativos propostos. Qual seria o número ideal de ingressos por ano no caso de analista-tributário e qual a importância desse plano se concretizar? Sílvia Felismino – Na verdade, o ideal seria chamar pelo menos 1.800 pessoas por ano. Esse seria o melhor dos mundos. Isso de acordo com os números do próprio Ministério da Fazenda, que tem uma análise de que seriam necessários 16.999 analistas-tributários. Hoje temos 7.924 analistas, já contando com a chamada dos excedentes do último concurso. Com tudo isso, ficamos com um grau de lotação de 43% no cargo. Então, seriam necessários ainda 9 mil analistas-tributários.

E quais os prejuízos decorrentes desse déficit?
O prejuízo é muito grande. Nós ficamos com filas imensas para o atendimento nos CACs (Centros de Atendimento ao Contribuinte), com o controle aduaneiro extremamente fragilizado, praticamente impossibilitados de efetivar a implantação da aduana 24 horas. E esse foi um trabalho coletivo entre sindicato, sociedade civil e Congresso Nacional para a sua aprovação na Lei dos Portos, para que o país se torne competitivo no mercado internacional. São muitos os prejuízos que esse déficit traz para o país. Para se ter uma ideia, estamos com pontos de fronteira sendo fechados. Recentemente, uma unidade de fronteira Brasil-Uruguai, que é o Porto Soberbo (Tiradentes do Sul/RS), foi fechada. E foi por falta de pessoal, segundo a Receita. Recebemos a informação de que a agência da Receita Federal em Redenção, no Pará, também vai ser desativada por falta de analistas-tributários. Agravando ainda mais a situação, temos o desvio de função negativo, que é analista-tributário trabalhando na atividademeio, por má gestão operacional do órgão. Um estudo recém-divulgado pelo Sindireceita aponta a existência de pouco mais de mil analistas trabalhando no controle de entrada e saída de pessoas, veículos e mercadorias no país.
Quantos analistas deveriam estar atuando nessa atividade? Dada a extensão do nosso país, só de fronteira terrestre temos mais de 16 mil quilômetros, deveríamos ter o triplo de analistas. O Ministério da Fazenda entende o dobro. Temos um país de dimensões continentais e a questão da pirataria, que anda de braços dados com o tráfico de armas e drogas, porque a rede criminosa é toda interligada. A necessidade de se fazer presente em todos os pontos de fronteira deste país é urgente.
Essa é a área que mais carece de pessoal? Toda a Receita Federal está carente, mas a aduana é a que mais carece de pessoal. Temos apenas 228 analistas atuando na fiscalização; em arrecadação e cobrança são 1.165; na tributação, 508; e atendimento e educação fiscal, 1.436. Ou seja, todas as áreas estão com uma carência absurda.
Apesar da grande necessidade de pessoal, o Planejamento tem sido comedido nas autorizações de concursos para os cargos da Receita. A que o sindicato atribui essa postura? Apesar desses últimos governos petistas terem implementado uma política de recuperação da força de trabalho dentro do serviço público, ela tem sido em um número altamente insuficiente, que deveria estar sendo ampliado, e essa política acelerada. Mas esbarramos em restrições orçamentárias e na resistência de setores poderosos da sociedade brasileira, que são totalmente contra o fortalecimento da máquina pública. Esbarramos também nessa visão da nossa sociedade, totalmente contrária ao serviço público, com uma imagem de que ele é um câncer da sociedade. Uma visão equivocada, na qual todo o mal do país é atribuído ao servidor público. Há uma rejeição muito grande. E existe um fator extremamente determinante, que é o corporativismo exacerbado da administração do órgão, de defender os interesses da categoria à qual pertence, a própria administração, que chega ao limite da irresponsabilidade. Estamos vivendo essa situação, e eu cito esse último concurso, nunca visto na história deste país, parafraseando nosso ex-presidente, que foi um concurso para auditor-fiscal – com um número pequeno de vagas, diga-se de passagem -, mesmo com o déficit que nós temos de analistas-tributários. Temos hoje uma pirâmide totalmente invertida dentro do órgão. O ex-secretário executivo da Fazenda Nelson Barbosa tinha uma política de equalizar essa pirâmide, mas após a sua saída, a coisa ficou meio largada.

No cargo de auditor-fiscal, o número de aposentadorias este ano já pode ter superado a quantidade de vagas autorizadas para o concurso em andamento. como está essa situação das aposentadorias no caso de analista? A nossa situação é tão complicada quanto a dos auditores. Quando houve a fusão com a Receita Previdenciária (em 2007), veio um pessoal mais velho. Isso é que agravou o quadro. A fusão também trouxe um número infinitamente superior de auditores. Hoje, entre ativos e aposentados, nós temos 32 mil auditores, contra 14 mil analistas.
Com relação ao novo concurso, no estudo divulgado sobre o controle das fronteiras na Copa do Mundo o sindicato defende que ele seja realizado ainda este ano…
Entendemos as dificuldades impostas pela lei eleitoral, mas estamos pleiteando o novo concurso para este ano. Vamos insistir nisso e, se não for possível, que no ano que vem se peçam duas, três vezes mais vagas, porque a situação da Receita Federal está insustentável. Temos que repor as pessoas que saem para outro concurso, as que se aposentam, e suprir a ausência daqueles que se afastam para tratar da saúde, o que é muito comum nas aduanas, onde a pressão é muito grande.
E é necessário que o governo libere finalmente um quantitativo de vagas adequado? O sindicato alertou para a falta de fiscalização nas fronteiras para a copa do mundo e em 2016 teremos jogos olímpicos. Vocês esperam que para esse próximo evento o governo prepare de fato a Receita para receber os turistas, para controlar a entrada e saída de mercadorias, de contrabando?
Sim, esperamos. Nós estivemos inclusive casos de argentinos, chilenos, uruguaios que trouxeram mercadorias nas suas bagagens para vender no Brasil e custear sua hospedagem aqui. Isso não foi fiscalizado. Houve um controle, um rigor na imigração, para quem veio de avião, mas para quem veio de carro, que entrou pela fronteira terrestre, não houve. Por falta de pessoal.
O sindicato vai trabalhar para que tudo isso de fato aconteça? A gente vem discutindo com o governo, preparando seminários, temos campanhas na mídia para tentar mostrar à sociedade a importância do cargo de analista-tributário, para diminuir as resistências. A gente vem conversando sempre com o Congresso Nacional, diuturnamente, para que eles possam nos ajudar junto ao Executivo, até porque há também a questão orçamentária, para que a gente possa finalmente mostrar que investir nessa mão de obra altamente qualificada não é custo, é realmente investimento. E que isso pode trazer retorno ao país. Melhora a eficiência e a segurança e ainda pode trazer receita. E, com isso, é possível desonerar a máquina pública, porque essa política de desoneração em determinados setores é limitada.
Àqueles que desejam se tornar um analista-tributário, o que você pode dizer com relação à preparação necessária para alcançar esse objetivo? Estudem bastante. A nossa atividade é difícil, os obstáculos são muitos, mas ela é gratificante. Não é atoa que somos essenciais ao funcionamento do Estado brasileiro. Aonde quer que estejamos nós o representamos. Por isso nosso cargo está inserido entre aqueles que compõem as consideradas carreiras típicas de Estado. E o sindicato busca sempre o reconhecimento do papel do analista tributário e, obviamente, sempre um maior número de cargos, melhores salários e tudo o que compete a um sindicato. Estudem, se inscrevam no concurso, para que a gente sempre tenha um quadro qualificado. Porque vale a pena, apesar das dificuldades, fazer parte do grupo de analistas-tributários da Receita Federal do Brasil.
Fonte: Folha Dirigida


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Consulta Processual para nomeação de 544 candidatos aprovados no concurso de AFRFB/2014

Pelo jeito serão 544 AFRFB convocados! A Receita Federal está mesmo muito empenhada na contratação dos aprovados!

Assunto: SOLICITA AUTORIZACAO PARA NOMEACAO DE 544 CANDIDATOS APROVADOS NO CONCURSO PUBLICO PARA PROVIMENTO DO CARGO DE AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL REALIZADO EM 2014.


Daniel Magalhães - Aprovado em 2º lugar no concurso para AFRFB/2014

"Ao ver o nome na lista de aprovados, passou um filme em minha mente, lembrando de todas as dificuldades que enfrentei nessa caminhada, de todos os momentos que deixei de viver com a família e com os amigos, de todas as críticas que recebi, de cada amanhecer e anoitecer desejando aquele exato e simples momento. Enfim, é indescritível. Desejo que cada pessoa que está lendo este depoimento possa, ao menos uma vez na vida, viver algo parecido."


O que você faria para alcançar o objetivo de ser aprovado no concurso público que tanto deseja? Abriria mão do seu trabalho? De fazer as coisas que gosta? De passar mais tempo na companhia das pessoas que ama? Resistiria as tentações que o levam a sair do foco?

Daniel Magalhães define sua trajetória como concurseiro com apenas uma palavra: tenacidadeTenacidade, segundo Daniel, significa apego obstinado a uma ideia, a um projeto. É fazer tudo, nada menos que absolutamente tudo que estiver ao seu alcance para atingir aquilo que deseja. É eliminar toda e qualquer chance de seus planos não darem certo.  É acordar diariamente motivado e dormir com a satisfação de mais um dia com dever cumprido. Parece uma ideia radical né?! Mas isso sim se chama determinação! E foi assim que o ex oficial do Exército conseguiu sua aprovação em segundo lugar no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal/2014.

Confira o depoimento de Daniel Magalhães e veja que não é fácil dizer não às tentações, mas que, apesar todos os desafios, nada é mais recompensador do que ver seu nome na lista dos aprovados/classificados.

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Daniel Magalhães: Fala, galera!

Meu nome é Daniel Magalhães. Minha trajetória como concurseiro começou no ensino médio, com 16 anos, ao ser aprovado em 20° lugar para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), localizada em Campinas/SP. Após isso, iniciei o curso de formação de oficiais combatentes na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende/RJ, sendo declarado Aspirante-a-oficial e Bacharel em Ciências Militares em dezembro de 2012. Mas, apesar da grande experiência de vida, disciplina, maturidade, autoconhecimento e vários outros atributos positivos que a vida castrense me proporcionou, percebi, no meio da formação, que não me visualizava como militar pelo resto da minha vida. A partir daí, tomei uma decisão muito difícil: após cinco longos e dificílimos anos de formação, resolvi pedir demissão e começar a vida do zero.

Mesmo recebendo muitas críticas, montei meu projeto e fiz de tudo pra dar certo. Em março de 2013, comecei a me dedicar integralmente aos estudos com foco na Receita Federal (RFB). Como houve boatos de que o edital da RFB só seria lançado em 2015, resolvi fazer o concurso do Ministério Público da União (MPU) e tive a felicidade de ser aprovado em 1° lugar para o cargo de Analista de Finanças e Controle, cargo que exerço atualmente, atuando na Auditoria Interna do MP. Também fui aprovado em 2° lugar para Analista Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda e recentemente, em 2014, atingi meu farol: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2° lugar).



Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?


Daniel: Certas coisas são feitas mais para serem sentidas do que para serem explicadas... E esta é uma delas! Ao ver o nome na lista de aprovados, passou um filme em minha mente, lembrando de todas as dificuldades que enfrentei nessa caminhada, de todos os momentos que deixei de viver com a família e com os amigos, de todas as críticas que recebi, de cada amanhecer e anoitecer desejando aquele exato e simples momento. Enfim, é indescritível. Desejo que cada pessoa que está lendo este depoimento possa, ao menos uma vez na vida, viver algo parecido.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Daniel: Antes do edital, não tive uma postura tão radical. Estudava de domingo a sexta, mas nem tocava nos livros de sexta à noite até o almoço de domingo. Após o edital, restringi bastante minha vida social, saindo somente de 2 a 3 horas no sábado à noite. O restante do tempo era integralmente destinado ao estudo. Em relação às distrações diárias, recomendo desinstalar e excluir as contas de Whatsapp, Facebook, Twitter, Instagram, etc. Ou instalar um aplicativo que se chama “StayFocused” no Google Chrome e no smatphone, que somente libera a utilização dessas distrações a partir de determinado horário ou somente por determinados minutos. Lembre-se de desinstalar outros navegadores, como o Mozila Firefox ou Internet Explorer, para não cair na armadilha de recorrer a eles quando o StayFocused estiver bloqueando o Chrome. Enfim, não se engane. Se você não levar a sério seus estudos, é somente você que será prejudicado.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Daniel: Costumo dizer que uso a tática do caçador: um tiro, uma morte. Costumo focar um objetivo de cada vez e ir até o fim para alcançá-lo, custe o que custar (no caso, somente uma prova). Mas isso tem a ver com minha personalidade, e talvez não seja a maneira mais eficiente de administrar suas metas. Acho que o ideal é o candidato escolher uma área com a qual ele tenha mais afinidade (fiscal, policial, jurídica, administrativa etc.) e prestar concursos somente dela para aproveitar o maior número de matérias em comum.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão? 

Daniel: Comecei a estudar em 2012, ainda como Cadete da AMAN. Entretanto, a qualidade de estudos era péssima – estava sempre cansado, com sono e com fome rs -, o tempo era exíguo e não tive orientação alguma, estudando sem técnica e com materiais ruins. Minha preparação só atingiu um nível elevado após pedir demissão e me dedicar integralmente aos estudos em casa. Para manter a disciplina sem o edital na mão, buscava me manter sempre motivado, sempre tendo em vista o porquê daquilo tudo. Assistia vídeos motivacionais no YouTube e vídeos sobre o trabalho da Receita Federal nas alfândegas. Achava incrível e não via a hora de poder estar lá.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Daniel: Acredito que não exista um único meio de estudo. Certas matérias exigem aulas telepresenciais, como contabilidade, já outras demandam livros, como direito tributário, e outras ainda são melhores absorvidas por cursos em pdfs.


Na verdade, tudo dependerá da qualidade e da didática do professor, e não da grife do curso pelo qual ele é divulgado. Então, na dúvida, sugiro sempre pesquisar bem antes de começar a estudar por determinado material, pois você poderá estar desperdiçando um tempo precioso. Utilize o fórum dos concurseiros para essa finalidade.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria?

Daniel: A dica mais importante que posso dar é a leitura do livro “Como estudar para concursos” do Alexandre Meirelles e “Memorização e Mapas Mentais” do Felipe Lima e William Douglas. Eu utilizei os ciclos no estudo pré-edital e o “quadro de controle de estudos” no estudo pós-edital, exatamente como o Alexandre Meirelles ensinou nesse livro que indiquei. Na revisão das matérias, eu elaborava mapas mentais com os assuntos mais importantes (não gostava de estudar e elaborar MM ao mesmo tempo, pois, quando vemos um assunto pela primeira vez, temos a tendência de achar que tudo é importante). Também utilizava o Sistema Leitner para memorização de alguns flashcards com itens pontuais do conteúdo programático de fácil esquecimento, como, por exemplo, fórmulas de estatística ou competências recursais do STF/STJ. Antes eu tinha preconceito com esses métodos de estudo, mas resolvi tentar e vi que são incríveis, principalmente os mapas mentais.

Elaborei ao total 153 MM’s com os assuntos mais relevantes, o que me ajudou inclusive no dia da prova, pois, nos 30 minutos que antecederam a entrada na sala, consegui revisar praticamente o edital inteiro rs. No início eu fazia resumos, mas percebi que eram muito pouco produtivos, pois demorava muito pra elaborá-los e a memorização era baixa. Então eu lia os livros e pdf’s, somente passava caneta marca-texto, fazia revisões conforme a “curva do esquecimento” (pra quem não conhece, dá uma pesquisada no Google.. é um gráfico com revisões espaçadas no tempo de forma a potencializar a memorização), se fosse necessário, elaborava alguns mapas mentais, e partia para os exercícios, sendo este o meu foco principal e o que mais me fazia guardar os assuntos.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Daniel: Ao encontrar dificuldades em determinada disciplina, eu reavaliava o “custo x benefício” do estudo. Por exemplo, Estatística Inferencial era uma disciplina extensa, dificílima, peso 1 e, se caísse na prova, seria no máximo 1 questão... ou seja, deixei de lado. Além disso, tive dificuldades com alguns Pronunciamentos Contábeis, pois eles têm uma linguagem muito pesada e difícil de assimilar até mesmo por quem é da área... dessa vez não deu para ignorar, pois a prova de AFRFB em 2012 havia cobrado muitos CPC’s. Então busquei novos materiais, com didáticas mais interessantes. Mas se o assunto for muito importante e mesmo assim você não compreender, decore e siga em frente! Não perca muito tempo.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Daniel: Quando sai o edital é tudo ou nada. Tirei o dia todo pra me organizar e recomeçar os estudos no dia seguinte - estava sem estudar desde outubro de 2013, um pouco acomodado com o resultado do MPU. Somei a quantidade de horas líquidas de estudo que eu teria disponíveis entre a divulgação do edital e uma semana antes da prova – pois guardei a semana anterior à prova somente para revisão –, distribuí entre as matérias seguindo alguns critérios, como peso da disciplina, quantidade de questões, nível de conhecimento e risco de perda dos mínimos por matéria (40%).


Estabeleci metas diárias de 9h de estudo por dia de segunda a sexta e de 8h por dia aos fins de semana. O bom das metas é que você sempre se supera (planejei 479 horas líquidas e acabei estudando mais de 540 horas, ou seja, diferença de 61 horas, suficiente para aprender uma nova matéria se fosse necessário rs). Como o edital veio idêntico ao anterior (excluindo direito civil, empresarial e penal), meu foco foi basicamente na resolução de exercícios, na atualização do que eu já havia estudado - pois ocorreram grandes mudanças em legislação aduaneira, por exemplo –, no aprendizado das novas jurisprudências do STF/STJ/TCU e na elaboração de mapas mentais para auxiliar na revisão e na organização das idéias para as provas discursivas.

Lembro-me de que 2 semanas antes da prova eu não aguentava mais estudar, levei na marra mesmo. Foi um período muito difícil, mas, como costumo dizer, quem faz mal feito faz duas vezes. Meu objetivo era chegar no dia da prova e ter a consciência tranquila de que eu fiz absolutamente tudo a meu alcance pra chegar preparado no dia da prova, sabendo que, caso não obtivesse êxito, não haveria nenhum arrependimento porque eu tinha dado o meu melhor, sabendo que não desperdicei sequer 1 minuto e que me dediquei de corpo e alma a meu objetivo. No final, foi melhor do que eu esperei: 2° lugar.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Daniel: Especificamente na última semana, eu aconselho diminuir um pouco o ritmo – um pouco. É a hora da revisão. O que tinha pra estudar já foi estudado e a chance de aprender algo novo que possa cair na prova é baixíssima. Na verdade, é a hora de colher o que plantou. E se a pessoa mantiver um nível alto de stress na última semana, pode se prejudicar na hora da prova, caso não tenha um emocional forte.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Daniel: Após o edital, eu elaborei somente 3 discursivas para treinar, mais para ver se conseguiria elaborar cada uma dentro de 1h30min e treinar aspectos macroestruturais. Meu foco, na verdade, foi na leitura de pdfs com possíveis temas de Direito Tributário, Comércio Internacional e Legislação Aduaneira. Imprimi a folha de prova discursiva da ESAF e treinava já naquele espaçamento que ela costuma utilizar. Lembrando que a linha da folha de rascunho da ESAF é maior que a linha do texto definitivo, então cuidado para não faltar linhas quando for passar a limpo sua redação.

Além disso, esqueça o modelo de redação que você aprendeu no ensino médio: não faça introdução e conclusão nas provas da ESAF, somente responda objetivamente a cada tópico. Faça uma discursiva como se fosse para um leigo no assunto entender o que você está dizendo, não tente embelezar sua prova com termos jurídicos, em latim, palavras difíceis etc. No mais, sempre fundamente suas afirmações com exemplos, argumentos de autoridade (grandes autores da doutrina) e legislação (decore o número de leis e decretos mais importantes). Com isso, consegui a nota máxima nas duas discursivas. Não há mistério.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Daniel: Meu principal erro foi começar a estudar sem orientação, com materiais ruins (apostilas grátis na internet e materiais totalmente desatualizados) e com técnicas ineficientes. Perdi bastante tempo com isso. Então, aconselho se preparar bem antes de efetivamente começar os estudos, informar-se, reunir os melhores materiais etc. Já dizia um provérbio chinês: Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado rs. Meu principal acerto foi deixar de ser cabeça dura e utilizar mapas mentais nos estudos e comprar um ipad, que também me ajudou bastante (recomendo o aplicativo iAnnotate para os pdfs e NoteShelf para fazer os cadernos).


Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Daniel: O mais difícil é saber dizer não às tentações. É chegar às 21h de uma sexta-feira à noite, exausto de uma semana inteira de trabalho e estudo, com seus amigos te chamando pra sair, e ter a determinação de forçar o estudo até meia noite porque ainda dá tempo de ver mais uma aula de legislação tributária, que você acha chato pra cacete, mas precisa aprender pra virar um auditor-fiscal. São situações como essas que enfrentamos diariamente, essas batalhas com nossa mente fraca desejando a todo momento o conforto e o descanso, que diferenciam os que chegam lá e os que não.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Daniel: Há um vocábulo, cuja definição apresento a seguir, que resume bem o processo de busca da aprovação em um concurso público: tenacidade. Tenacidade significa apego obstinado a uma ideia, a um projeto. É fazer tudo, nada menos que absolutamente tudo que estiver ao seu alcance para atingir aquilo que deseja. É eliminar toda e qualquer chance de seus planos não darem certo.  É acordar diariamente motivado e dormir com a satisfação de mais um dia com dever cumprido. Certamente que o caminho até sua aprovação não será fácil, mas não ache que seus problemas são maiores que de outras pessoas, não crie desculpas, não minta pra si mesmo. Não conheço sua história, seu contexto social, sua realidade, sua condição financeira, nem a educação básica que você teve, mas sei de uma coisa: você tem a capacidade de mudar sua realidade, de criar sua felicidade. Então o faça, de uma vez por todas. Acredite em si mesmo, confie no seu potencial! As raízes do estudo podem ser amargas, mas o fruto, meu amigo, é bem doce. Então continue firme, que estou esperando você do lado de cá.


Fonte: Site Estratégia

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