terça-feira, 22 de julho de 2014

Ferramenta Online Ciclos de Estudos - O Segredo dos Concurseiros Vencedores!

O Segredo dos Concurseiros Vencedores!



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Ferramenta Online Ciclo de Estudos


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sábado, 19 de julho de 2014

Professor Roberto Troncoso: Aprovado em 3º lugar para Consultor Legislativo área I da Câmara dos Deputados


Não são apenas os alunos do Ponto que passam... Nossos professores também! Ao todo, tivemos sete professores do Ponto aprovados nesse concurso. Um deles é o nosso professor Roberto Troncoso. Atualmente ele leciona a disciplina de Direito Constitucional no Ponto dos Concursos e em cursos preparatórios presenciais, é Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), pós-graduado em Auditoria e Controle da Gestão Governamental, Coach no Ponto, autor de livros preparatórios para concurso público e palestrante sobre técnicas de aprendizagem acelerada para concursos.

No currículo de aprovações, já foram 8. Além do TCU, ele já assumiu na Polícia Federal para o cargo de Agente e no Tribunal de Justiça do Distrito Federal para o cargo de Técnico Judiciário.

Apesar de todas essas atribuições, ele ainda encontrou espaço para mais uma difícil preparação. Na entrevista abaixo ele conta como foram seus dois meses de intensa dedicação, suas motivações, os pontos positivos e negativos que pesaram nessa preparação e dá algumas dicas para os desmotivados.



Confira a entrevista na íntegra:

  
Ponto dos Concursos – Professor, quais os principais atrativos da Câmara que te levaram a fazer esse concurso para o cargo de Consultor Legislativo área I?

Roberto Troncoso – Primeiramente, sou um apaixonado pelo Direito Constitucional. Assim, trabalhar exclusivamente com essa área será um grande prazer. Além disso, atuar na produção legislativa sempre foi um grande sonho! Poder influenciar, de certa forma, na formação das leis e das emendas à Constituição será muito legal!

No mais, não posso negar que os atrativos da Câmara também me chamaram muito a atenção (salário, recesso, horário de trabalho, etc.).

Ponto dos Concursos – Gostaríamos de saber um pouco da sua história nessa vida de concurseiro. Quando começou a estudar para concursos e qual foi o motivo da decisão? De lá para cá já foram quantas aprovações?

Roberto Troncoso – Comecei a estudar porque eu queria me casar e precisava de dinheiro. A namorada se foi, mas o concurso ficou (risos). De lá para cá fui aprovado em 8 concursos no total.

No entanto, independentemente da motivação, o que importa é que as pessoas estudem com muuuuuuita garra e vontade! Às vezes, motivações não tão nobres também são suficientemente fortes para nos fazer agir e conquistar nossos objetivos! Por exemplo: eu estudei e passei na Polícia Federal porque queria ter mais dinheiro para sair na balada (risos).

Ponto dos Concursos – Como foi encarar essa preparação, uma vez que o tempo era curto diante das suas atribuições como Auditor do TCU, professor em cursos preparatórios para concurso público, Coach e ainda tendo uma vida pessoal para administrar?

Roberto Troncoso – Vida pessoal? O que é isso? (Risos)
Brincadeiras à parte, se quisermos realmente estudar com afinco, temos que direcionar todas as outras áreas das nossas vidas ao nosso objetivo. Não apenas a parte de trabalho, mas também todas as outras.

No meu caso, negociei no Tribunal para reduzir um pouco minhas atividades, reduzi as aulas e os alunos de coaching, tirei férias no último mês para dar o sprint final e a vida social ficou bastante comprometida. A única coisa de que não abri mão foi a atividade física três vezes por semana. Mais para não pirar a cabeça do que para ficar saradão (risos).

É realmente muito difícil estudar com foco total se você tem um trabalho extremamente desgastante ou poucas horas por dia para estudar. Muitos desistem aqui, achando que não têm outras opções... Aqueles que realmente são bem sucedidos são os que direcionam suas vidas e que fazem adaptações necessárias para se adequar melhor ao ritmo pesado de estudos.

Ponto dos Concursos – O fato de já ser servidor e também de lecionar em cursos preparatórios, faz com que muitas pessoas acreditem que foi mais fácil para você. Isso procede?

Roberto Troncoso – Como eu disse anteriormente, devemos direcionar toda a nossa vida para conquistar os nossos objetivos. Passar em outros concursos, escrever livros e dar aulas foram apenas alguns degraus de toda a jornada.

É claro que ajuda. Afinal, você realmente sabe alguma coisa quando consegue explicá-la. E nada melhor do que dar aulas para te obrigar a realmente saber “tudo”.

Ponto dos Concursos - Por outro lado, o fato de já ser servidor e lecionar em cursos preparatórios, certamente, também lhe tomavam muito tempo, o que também tem seu lado prejudicial. Como foi para você lidar com a questão do tempo?

Roberto Troncoso – Não teve jeito. Tive que reduzir bastante as outras atividades para sobrar mais tempo para os estudos. E isso teve um preço caro. Perdi várias boas oportunidades tanto no TCU quanto como professor... Mas temos que decidir o que realmente queremos e focar nisso. Não dá para fazer tudo de uma vez (risos).

Ponto dos Concursos – Quais os maiores obstáculos encontrados ao longo da preparação?

Roberto Troncoso – O maior obstáculo está dentro da nossa cabeça. Aquele medo de se dedicar muito para um concurso com tão poucas vagas, o medo de não dar certo, aquela preguicinha que bate quando estamos estudando, etc.

As dificuldades para os professores são as mesmas de qualquer outro ser humano.

Ponto dos Concursos - Como fazia com as disciplinas que mais tinha dificuldades? Fazia resumos? Dedicava mais tempo a elas?

Roberto Troncoso – Meu processo de estudos foi exatamente o que eu descrevo nas minhas aulas demonstrativas: mapas mentais no caderno aliados aos exercícios e muita revisão. Não tem muito segredo, mas temos que ter disciplina para seguir em frente. É igual a regime: todo mundo sabe o que deve ser feito, mas só funciona se for feito (risos).

Ponto dos Concursos – Você acredita que teve algum erro nessa preparação? Caso sim, quais foram?

Roberto Troncoso – Sim. Ter estudado pouco tempo. Ao todo, estudei 2 meses e 10 dias e TODOS os dias da minha preparação me senti arrependido de não ter começado a estudar antes.

Infelizmente, por um contexto particular de vida, não comecei a estudar antes. Mas isso atrapalhou demais. Felizmente, deu certo, mesmo assim.

Ponto dos Concursos – E quais foram seus maiores acertos, que te levaram a esse excelente resultado e aprovação?

Roberto Troncoso – Acredito que a melhor característica do meu método de estudos é a objetividade. Sem ficar lendo longos livros ou viajando na maionese. Muitos alunos perdem muito tempo com a falta de objetividade em seus estudos e acabam por não conseguir alcançar bons resultados.

Outro grande acerto é seguir a receita de bolo. Por exemplo, muitos alunos ficam ansiosos com a grande quantidade de matéria e, ao invés de revisar bem e aprender bem um conteúdo antes de passar para o próximo, caem na tentação de querer percorrer logo todo o material. Eles têm a impressão de que ao percorrer todo o material estão matando o edital mais rápido, mas se esquecem de que é na revisão compulsiva que esse conteúdo será retido na mente e não na primeira ou segunda leituras.

Até mesmo nós, professores, temos também essa vontade de ir logo para o próximo conteúdo. No entanto, ter disciplina nesse momento é fundamental.

Por fim, uma overdose de humildade não faz mal a ninguém (risos). Eu revisei o meu material de Direito Constitucional (que EU escrevi) pelo menos 30 vezes e a cada vez que eu o revisava, aprendia algo diferente e compreendia mais e mais a matéria.

Ponto dos Concursos – Para você, quais características são essenciais para que uma pessoa consiga aprovação em um concurso público?

Roberto Troncoso – basta uma característica: DISCIPLINA. Os que são aprovados, não são mais inteligentes do que ninguém e nem melhores do que ninguém. No entanto, eles têm a disposição de pagar o preço, de fazer o que as outras pessoas não querem fazer.

Ponto dos Concursos – Hoje, com o advento da internet, existem várias formas de estudar – cursos online em PDF, videoaulas, cursos presenciais que fazem teleconferência, os próprios cursos presenciais, etc. O que você acha dessa diversidade e qual você acredita ser o mais eficiente?

Roberto Troncoso – Isso depende de pessoa para pessoa. De fato, não há regra. Eu, particularmente, prefiro os cursos em pdf, por serem bem mais objetivos e baseados em questões de prova.

No entanto, existem excelentes professores presenciais e videoaulas. Devemos escolher apenas um. Em relação a material, menos é mais: material demais é tão prejudicial quanto material ruim.

Ponto dos Concursos – Professor, quais dicas você gostaria de deixar para quem pretende ser servidor da Câmara, tentou ser aprovado nesse concurso e não conseguiu?

Roberto Troncoso – Que continue firme! Em breve, teremos mais um concurso do Senado, TCU, etc. Escolha um concurso e mantenha o foco!

Ponto dos Concursos – Gostaria de deixar alguma dica de preparação para quem está nessa caminhada há anos e ainda não obteve sucesso?

Roberto Troncoso – Se você está estudando de forma séria há mais de 2 anos e ainda não foi aprovado em nenhum concurso, com certeza, você está fazendo alguma coisa errada (provavelmente várias). Procure ajuda de um profissional, converse com pessoas que já foram aprovadas, aprenda a estudar... O que não pode é ficar tentando atravessar o Atlântico a nado! É muito melhor ir de avião!

Ponto dos Concursos – Caso queira fazer alguma consideração sobre sua aprovação, fique à vontade... A entrevista é sua!

Roberto Troncoso – Eu sempre digo aos meus alunos que estudar muuuuuuuuito é coisa de preguiçoso! (Risos).
Eu, particularmente, sou uma das pessoas mais preguiçosas que eu conheço. Eu morro de preguiça de estudar. Então é por isso que eu estudo muito e muito focado: para passar logo e poder fazer as coisas que eu gosto de fazer.

Tenha foco, estude muito e resolva logo isso na sua vida!

Grande abraço e bons estudos!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Receita Federal: sindicato quer concurso já e 1.800 vagas de analista por ano

Os pedidos de concurso para a Receita Federal são sempre cercados de mistério e expectativa. Nos últimos anos, em geral, o órgão e o Ministério da Fazenda resistem a informar previamente o quantitativo solicitado. E quando se toma conhecimento da dimensão do pedido, o que se percebe é que o governo federal não tem sido lá tão generoso, liberando um número de vagas muito aquém da necessidade do órgão, que desempenha atividades fundamentais, como o controle das fronteiras brasileiras, a entrada e saída de pessoas no país e a arrecadação de tributos, entre outros.
Para o ano que vem, já há desde maio um pedido de novo concurso para analista-tributário e auditor-fiscal da Receita (ambos com requisito de nível superior em qualquer área e remuneração inicial de R$9.171,88 e R$15.338,44, respectivamente) em análise no Ministério do Planejamento. A proposta inclui um plano de ingresso de novos servidores de 2015 a 2019. Como tem sido o costume, o número proposto de contratações para cada ano ainda não foi informado. A presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita (Sindireceita), Sílvia Felismino, destacou a importância de chamar, no mínimo, 1.800 analistas por ano.
Um estudo divulgado pelo sindicato alerta que não houve um controle adequado dos fronteiras durante a Copa do Mundo, por falta de pessoal, entre outros fatores. E vêm Jogos Olímpicos por aí. Dessa forma, após a categoria ficar sem concurso este ano, diferente do que aconteceu para auditor, o sindicato defende – e promete trabalhar para isso – a abertura da nova oportunidade ainda em 2014. “Entendemos as dificuldades impostas pela lei eleitoral, mas estamos pleiteando o concurso para este ano. Vamos insistir nisso. A situação da Receita Federal está insustentável”, assegura Sílvia Felismino.
FOLHA DIRIGIDA – O Ministério da Fazenda encaminhou ao Ministério do Planejamento uma proposta de plano de ingressos de servidores até 2019, mas não foram informados os quantitativos propostos. Qual seria o número ideal de ingressos por ano no caso de analista-tributário e qual a importância desse plano se concretizar? Sílvia Felismino – Na verdade, o ideal seria chamar pelo menos 1.800 pessoas por ano. Esse seria o melhor dos mundos. Isso de acordo com os números do próprio Ministério da Fazenda, que tem uma análise de que seriam necessários 16.999 analistas-tributários. Hoje temos 7.924 analistas, já contando com a chamada dos excedentes do último concurso. Com tudo isso, ficamos com um grau de lotação de 43% no cargo. Então, seriam necessários ainda 9 mil analistas-tributários.

E quais os prejuízos decorrentes desse déficit?
O prejuízo é muito grande. Nós ficamos com filas imensas para o atendimento nos CACs (Centros de Atendimento ao Contribuinte), com o controle aduaneiro extremamente fragilizado, praticamente impossibilitados de efetivar a implantação da aduana 24 horas. E esse foi um trabalho coletivo entre sindicato, sociedade civil e Congresso Nacional para a sua aprovação na Lei dos Portos, para que o país se torne competitivo no mercado internacional. São muitos os prejuízos que esse déficit traz para o país. Para se ter uma ideia, estamos com pontos de fronteira sendo fechados. Recentemente, uma unidade de fronteira Brasil-Uruguai, que é o Porto Soberbo (Tiradentes do Sul/RS), foi fechada. E foi por falta de pessoal, segundo a Receita. Recebemos a informação de que a agência da Receita Federal em Redenção, no Pará, também vai ser desativada por falta de analistas-tributários. Agravando ainda mais a situação, temos o desvio de função negativo, que é analista-tributário trabalhando na atividademeio, por má gestão operacional do órgão. Um estudo recém-divulgado pelo Sindireceita aponta a existência de pouco mais de mil analistas trabalhando no controle de entrada e saída de pessoas, veículos e mercadorias no país.
Quantos analistas deveriam estar atuando nessa atividade? Dada a extensão do nosso país, só de fronteira terrestre temos mais de 16 mil quilômetros, deveríamos ter o triplo de analistas. O Ministério da Fazenda entende o dobro. Temos um país de dimensões continentais e a questão da pirataria, que anda de braços dados com o tráfico de armas e drogas, porque a rede criminosa é toda interligada. A necessidade de se fazer presente em todos os pontos de fronteira deste país é urgente.
Essa é a área que mais carece de pessoal? Toda a Receita Federal está carente, mas a aduana é a que mais carece de pessoal. Temos apenas 228 analistas atuando na fiscalização; em arrecadação e cobrança são 1.165; na tributação, 508; e atendimento e educação fiscal, 1.436. Ou seja, todas as áreas estão com uma carência absurda.
Apesar da grande necessidade de pessoal, o Planejamento tem sido comedido nas autorizações de concursos para os cargos da Receita. A que o sindicato atribui essa postura? Apesar desses últimos governos petistas terem implementado uma política de recuperação da força de trabalho dentro do serviço público, ela tem sido em um número altamente insuficiente, que deveria estar sendo ampliado, e essa política acelerada. Mas esbarramos em restrições orçamentárias e na resistência de setores poderosos da sociedade brasileira, que são totalmente contra o fortalecimento da máquina pública. Esbarramos também nessa visão da nossa sociedade, totalmente contrária ao serviço público, com uma imagem de que ele é um câncer da sociedade. Uma visão equivocada, na qual todo o mal do país é atribuído ao servidor público. Há uma rejeição muito grande. E existe um fator extremamente determinante, que é o corporativismo exacerbado da administração do órgão, de defender os interesses da categoria à qual pertence, a própria administração, que chega ao limite da irresponsabilidade. Estamos vivendo essa situação, e eu cito esse último concurso, nunca visto na história deste país, parafraseando nosso ex-presidente, que foi um concurso para auditor-fiscal – com um número pequeno de vagas, diga-se de passagem -, mesmo com o déficit que nós temos de analistas-tributários. Temos hoje uma pirâmide totalmente invertida dentro do órgão. O ex-secretário executivo da Fazenda Nelson Barbosa tinha uma política de equalizar essa pirâmide, mas após a sua saída, a coisa ficou meio largada.

No cargo de auditor-fiscal, o número de aposentadorias este ano já pode ter superado a quantidade de vagas autorizadas para o concurso em andamento. como está essa situação das aposentadorias no caso de analista? A nossa situação é tão complicada quanto a dos auditores. Quando houve a fusão com a Receita Previdenciária (em 2007), veio um pessoal mais velho. Isso é que agravou o quadro. A fusão também trouxe um número infinitamente superior de auditores. Hoje, entre ativos e aposentados, nós temos 32 mil auditores, contra 14 mil analistas.
Com relação ao novo concurso, no estudo divulgado sobre o controle das fronteiras na Copa do Mundo o sindicato defende que ele seja realizado ainda este ano…
Entendemos as dificuldades impostas pela lei eleitoral, mas estamos pleiteando o novo concurso para este ano. Vamos insistir nisso e, se não for possível, que no ano que vem se peçam duas, três vezes mais vagas, porque a situação da Receita Federal está insustentável. Temos que repor as pessoas que saem para outro concurso, as que se aposentam, e suprir a ausência daqueles que se afastam para tratar da saúde, o que é muito comum nas aduanas, onde a pressão é muito grande.
E é necessário que o governo libere finalmente um quantitativo de vagas adequado? O sindicato alertou para a falta de fiscalização nas fronteiras para a copa do mundo e em 2016 teremos jogos olímpicos. Vocês esperam que para esse próximo evento o governo prepare de fato a Receita para receber os turistas, para controlar a entrada e saída de mercadorias, de contrabando?
Sim, esperamos. Nós estivemos inclusive casos de argentinos, chilenos, uruguaios que trouxeram mercadorias nas suas bagagens para vender no Brasil e custear sua hospedagem aqui. Isso não foi fiscalizado. Houve um controle, um rigor na imigração, para quem veio de avião, mas para quem veio de carro, que entrou pela fronteira terrestre, não houve. Por falta de pessoal.
O sindicato vai trabalhar para que tudo isso de fato aconteça? A gente vem discutindo com o governo, preparando seminários, temos campanhas na mídia para tentar mostrar à sociedade a importância do cargo de analista-tributário, para diminuir as resistências. A gente vem conversando sempre com o Congresso Nacional, diuturnamente, para que eles possam nos ajudar junto ao Executivo, até porque há também a questão orçamentária, para que a gente possa finalmente mostrar que investir nessa mão de obra altamente qualificada não é custo, é realmente investimento. E que isso pode trazer retorno ao país. Melhora a eficiência e a segurança e ainda pode trazer receita. E, com isso, é possível desonerar a máquina pública, porque essa política de desoneração em determinados setores é limitada.
Àqueles que desejam se tornar um analista-tributário, o que você pode dizer com relação à preparação necessária para alcançar esse objetivo? Estudem bastante. A nossa atividade é difícil, os obstáculos são muitos, mas ela é gratificante. Não é atoa que somos essenciais ao funcionamento do Estado brasileiro. Aonde quer que estejamos nós o representamos. Por isso nosso cargo está inserido entre aqueles que compõem as consideradas carreiras típicas de Estado. E o sindicato busca sempre o reconhecimento do papel do analista tributário e, obviamente, sempre um maior número de cargos, melhores salários e tudo o que compete a um sindicato. Estudem, se inscrevam no concurso, para que a gente sempre tenha um quadro qualificado. Porque vale a pena, apesar das dificuldades, fazer parte do grupo de analistas-tributários da Receita Federal do Brasil.
Fonte: Folha Dirigida


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Consulta Processual para nomeação de 544 candidatos aprovados no concurso de AFRFB/2014

Pelo jeito serão 544 AFRFB convocados! A Receita Federal está mesmo muito empenhada na contratação dos aprovados!

Assunto: SOLICITA AUTORIZACAO PARA NOMEACAO DE 544 CANDIDATOS APROVADOS NO CONCURSO PUBLICO PARA PROVIMENTO DO CARGO DE AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL REALIZADO EM 2014.


Daniel Magalhães - Aprovado em 2º lugar no concurso para AFRFB/2014

"Ao ver o nome na lista de aprovados, passou um filme em minha mente, lembrando de todas as dificuldades que enfrentei nessa caminhada, de todos os momentos que deixei de viver com a família e com os amigos, de todas as críticas que recebi, de cada amanhecer e anoitecer desejando aquele exato e simples momento. Enfim, é indescritível. Desejo que cada pessoa que está lendo este depoimento possa, ao menos uma vez na vida, viver algo parecido."


O que você faria para alcançar o objetivo de ser aprovado no concurso público que tanto deseja? Abriria mão do seu trabalho? De fazer as coisas que gosta? De passar mais tempo na companhia das pessoas que ama? Resistiria as tentações que o levam a sair do foco?

Daniel Magalhães define sua trajetória como concurseiro com apenas uma palavra: tenacidadeTenacidade, segundo Daniel, significa apego obstinado a uma ideia, a um projeto. É fazer tudo, nada menos que absolutamente tudo que estiver ao seu alcance para atingir aquilo que deseja. É eliminar toda e qualquer chance de seus planos não darem certo.  É acordar diariamente motivado e dormir com a satisfação de mais um dia com dever cumprido. Parece uma ideia radical né?! Mas isso sim se chama determinação! E foi assim que o ex oficial do Exército conseguiu sua aprovação em segundo lugar no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal/2014.

Confira o depoimento de Daniel Magalhães e veja que não é fácil dizer não às tentações, mas que, apesar todos os desafios, nada é mais recompensador do que ver seu nome na lista dos aprovados/classificados.

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Daniel Magalhães: Fala, galera!

Meu nome é Daniel Magalhães. Minha trajetória como concurseiro começou no ensino médio, com 16 anos, ao ser aprovado em 20° lugar para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), localizada em Campinas/SP. Após isso, iniciei o curso de formação de oficiais combatentes na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende/RJ, sendo declarado Aspirante-a-oficial e Bacharel em Ciências Militares em dezembro de 2012. Mas, apesar da grande experiência de vida, disciplina, maturidade, autoconhecimento e vários outros atributos positivos que a vida castrense me proporcionou, percebi, no meio da formação, que não me visualizava como militar pelo resto da minha vida. A partir daí, tomei uma decisão muito difícil: após cinco longos e dificílimos anos de formação, resolvi pedir demissão e começar a vida do zero.

Mesmo recebendo muitas críticas, montei meu projeto e fiz de tudo pra dar certo. Em março de 2013, comecei a me dedicar integralmente aos estudos com foco na Receita Federal (RFB). Como houve boatos de que o edital da RFB só seria lançado em 2015, resolvi fazer o concurso do Ministério Público da União (MPU) e tive a felicidade de ser aprovado em 1° lugar para o cargo de Analista de Finanças e Controle, cargo que exerço atualmente, atuando na Auditoria Interna do MP. Também fui aprovado em 2° lugar para Analista Técnico-Administrativo do Ministério da Fazenda e recentemente, em 2014, atingi meu farol: Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2° lugar).



Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?


Daniel: Certas coisas são feitas mais para serem sentidas do que para serem explicadas... E esta é uma delas! Ao ver o nome na lista de aprovados, passou um filme em minha mente, lembrando de todas as dificuldades que enfrentei nessa caminhada, de todos os momentos que deixei de viver com a família e com os amigos, de todas as críticas que recebi, de cada amanhecer e anoitecer desejando aquele exato e simples momento. Enfim, é indescritível. Desejo que cada pessoa que está lendo este depoimento possa, ao menos uma vez na vida, viver algo parecido.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Daniel: Antes do edital, não tive uma postura tão radical. Estudava de domingo a sexta, mas nem tocava nos livros de sexta à noite até o almoço de domingo. Após o edital, restringi bastante minha vida social, saindo somente de 2 a 3 horas no sábado à noite. O restante do tempo era integralmente destinado ao estudo. Em relação às distrações diárias, recomendo desinstalar e excluir as contas de Whatsapp, Facebook, Twitter, Instagram, etc. Ou instalar um aplicativo que se chama “StayFocused” no Google Chrome e no smatphone, que somente libera a utilização dessas distrações a partir de determinado horário ou somente por determinados minutos. Lembre-se de desinstalar outros navegadores, como o Mozila Firefox ou Internet Explorer, para não cair na armadilha de recorrer a eles quando o StayFocused estiver bloqueando o Chrome. Enfim, não se engane. Se você não levar a sério seus estudos, é somente você que será prejudicado.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Daniel: Costumo dizer que uso a tática do caçador: um tiro, uma morte. Costumo focar um objetivo de cada vez e ir até o fim para alcançá-lo, custe o que custar (no caso, somente uma prova). Mas isso tem a ver com minha personalidade, e talvez não seja a maneira mais eficiente de administrar suas metas. Acho que o ideal é o candidato escolher uma área com a qual ele tenha mais afinidade (fiscal, policial, jurídica, administrativa etc.) e prestar concursos somente dela para aproveitar o maior número de matérias em comum.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão? 

Daniel: Comecei a estudar em 2012, ainda como Cadete da AMAN. Entretanto, a qualidade de estudos era péssima – estava sempre cansado, com sono e com fome rs -, o tempo era exíguo e não tive orientação alguma, estudando sem técnica e com materiais ruins. Minha preparação só atingiu um nível elevado após pedir demissão e me dedicar integralmente aos estudos em casa. Para manter a disciplina sem o edital na mão, buscava me manter sempre motivado, sempre tendo em vista o porquê daquilo tudo. Assistia vídeos motivacionais no YouTube e vídeos sobre o trabalho da Receita Federal nas alfândegas. Achava incrível e não via a hora de poder estar lá.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Daniel: Acredito que não exista um único meio de estudo. Certas matérias exigem aulas telepresenciais, como contabilidade, já outras demandam livros, como direito tributário, e outras ainda são melhores absorvidas por cursos em pdfs.


Na verdade, tudo dependerá da qualidade e da didática do professor, e não da grife do curso pelo qual ele é divulgado. Então, na dúvida, sugiro sempre pesquisar bem antes de começar a estudar por determinado material, pois você poderá estar desperdiçando um tempo precioso. Utilize o fórum dos concurseiros para essa finalidade.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria?

Daniel: A dica mais importante que posso dar é a leitura do livro “Como estudar para concursos” do Alexandre Meirelles e “Memorização e Mapas Mentais” do Felipe Lima e William Douglas. Eu utilizei os ciclos no estudo pré-edital e o “quadro de controle de estudos” no estudo pós-edital, exatamente como o Alexandre Meirelles ensinou nesse livro que indiquei. Na revisão das matérias, eu elaborava mapas mentais com os assuntos mais importantes (não gostava de estudar e elaborar MM ao mesmo tempo, pois, quando vemos um assunto pela primeira vez, temos a tendência de achar que tudo é importante). Também utilizava o Sistema Leitner para memorização de alguns flashcards com itens pontuais do conteúdo programático de fácil esquecimento, como, por exemplo, fórmulas de estatística ou competências recursais do STF/STJ. Antes eu tinha preconceito com esses métodos de estudo, mas resolvi tentar e vi que são incríveis, principalmente os mapas mentais.

Elaborei ao total 153 MM’s com os assuntos mais relevantes, o que me ajudou inclusive no dia da prova, pois, nos 30 minutos que antecederam a entrada na sala, consegui revisar praticamente o edital inteiro rs. No início eu fazia resumos, mas percebi que eram muito pouco produtivos, pois demorava muito pra elaborá-los e a memorização era baixa. Então eu lia os livros e pdf’s, somente passava caneta marca-texto, fazia revisões conforme a “curva do esquecimento” (pra quem não conhece, dá uma pesquisada no Google.. é um gráfico com revisões espaçadas no tempo de forma a potencializar a memorização), se fosse necessário, elaborava alguns mapas mentais, e partia para os exercícios, sendo este o meu foco principal e o que mais me fazia guardar os assuntos.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Daniel: Ao encontrar dificuldades em determinada disciplina, eu reavaliava o “custo x benefício” do estudo. Por exemplo, Estatística Inferencial era uma disciplina extensa, dificílima, peso 1 e, se caísse na prova, seria no máximo 1 questão... ou seja, deixei de lado. Além disso, tive dificuldades com alguns Pronunciamentos Contábeis, pois eles têm uma linguagem muito pesada e difícil de assimilar até mesmo por quem é da área... dessa vez não deu para ignorar, pois a prova de AFRFB em 2012 havia cobrado muitos CPC’s. Então busquei novos materiais, com didáticas mais interessantes. Mas se o assunto for muito importante e mesmo assim você não compreender, decore e siga em frente! Não perca muito tempo.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Daniel: Quando sai o edital é tudo ou nada. Tirei o dia todo pra me organizar e recomeçar os estudos no dia seguinte - estava sem estudar desde outubro de 2013, um pouco acomodado com o resultado do MPU. Somei a quantidade de horas líquidas de estudo que eu teria disponíveis entre a divulgação do edital e uma semana antes da prova – pois guardei a semana anterior à prova somente para revisão –, distribuí entre as matérias seguindo alguns critérios, como peso da disciplina, quantidade de questões, nível de conhecimento e risco de perda dos mínimos por matéria (40%).


Estabeleci metas diárias de 9h de estudo por dia de segunda a sexta e de 8h por dia aos fins de semana. O bom das metas é que você sempre se supera (planejei 479 horas líquidas e acabei estudando mais de 540 horas, ou seja, diferença de 61 horas, suficiente para aprender uma nova matéria se fosse necessário rs). Como o edital veio idêntico ao anterior (excluindo direito civil, empresarial e penal), meu foco foi basicamente na resolução de exercícios, na atualização do que eu já havia estudado - pois ocorreram grandes mudanças em legislação aduaneira, por exemplo –, no aprendizado das novas jurisprudências do STF/STJ/TCU e na elaboração de mapas mentais para auxiliar na revisão e na organização das idéias para as provas discursivas.

Lembro-me de que 2 semanas antes da prova eu não aguentava mais estudar, levei na marra mesmo. Foi um período muito difícil, mas, como costumo dizer, quem faz mal feito faz duas vezes. Meu objetivo era chegar no dia da prova e ter a consciência tranquila de que eu fiz absolutamente tudo a meu alcance pra chegar preparado no dia da prova, sabendo que, caso não obtivesse êxito, não haveria nenhum arrependimento porque eu tinha dado o meu melhor, sabendo que não desperdicei sequer 1 minuto e que me dediquei de corpo e alma a meu objetivo. No final, foi melhor do que eu esperei: 2° lugar.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Daniel: Especificamente na última semana, eu aconselho diminuir um pouco o ritmo – um pouco. É a hora da revisão. O que tinha pra estudar já foi estudado e a chance de aprender algo novo que possa cair na prova é baixíssima. Na verdade, é a hora de colher o que plantou. E se a pessoa mantiver um nível alto de stress na última semana, pode se prejudicar na hora da prova, caso não tenha um emocional forte.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Daniel: Após o edital, eu elaborei somente 3 discursivas para treinar, mais para ver se conseguiria elaborar cada uma dentro de 1h30min e treinar aspectos macroestruturais. Meu foco, na verdade, foi na leitura de pdfs com possíveis temas de Direito Tributário, Comércio Internacional e Legislação Aduaneira. Imprimi a folha de prova discursiva da ESAF e treinava já naquele espaçamento que ela costuma utilizar. Lembrando que a linha da folha de rascunho da ESAF é maior que a linha do texto definitivo, então cuidado para não faltar linhas quando for passar a limpo sua redação.

Além disso, esqueça o modelo de redação que você aprendeu no ensino médio: não faça introdução e conclusão nas provas da ESAF, somente responda objetivamente a cada tópico. Faça uma discursiva como se fosse para um leigo no assunto entender o que você está dizendo, não tente embelezar sua prova com termos jurídicos, em latim, palavras difíceis etc. No mais, sempre fundamente suas afirmações com exemplos, argumentos de autoridade (grandes autores da doutrina) e legislação (decore o número de leis e decretos mais importantes). Com isso, consegui a nota máxima nas duas discursivas. Não há mistério.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Daniel: Meu principal erro foi começar a estudar sem orientação, com materiais ruins (apostilas grátis na internet e materiais totalmente desatualizados) e com técnicas ineficientes. Perdi bastante tempo com isso. Então, aconselho se preparar bem antes de efetivamente começar os estudos, informar-se, reunir os melhores materiais etc. Já dizia um provérbio chinês: Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado rs. Meu principal acerto foi deixar de ser cabeça dura e utilizar mapas mentais nos estudos e comprar um ipad, que também me ajudou bastante (recomendo o aplicativo iAnnotate para os pdfs e NoteShelf para fazer os cadernos).


Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Daniel: O mais difícil é saber dizer não às tentações. É chegar às 21h de uma sexta-feira à noite, exausto de uma semana inteira de trabalho e estudo, com seus amigos te chamando pra sair, e ter a determinação de forçar o estudo até meia noite porque ainda dá tempo de ver mais uma aula de legislação tributária, que você acha chato pra cacete, mas precisa aprender pra virar um auditor-fiscal. São situações como essas que enfrentamos diariamente, essas batalhas com nossa mente fraca desejando a todo momento o conforto e o descanso, que diferenciam os que chegam lá e os que não.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Daniel: Há um vocábulo, cuja definição apresento a seguir, que resume bem o processo de busca da aprovação em um concurso público: tenacidade. Tenacidade significa apego obstinado a uma ideia, a um projeto. É fazer tudo, nada menos que absolutamente tudo que estiver ao seu alcance para atingir aquilo que deseja. É eliminar toda e qualquer chance de seus planos não darem certo.  É acordar diariamente motivado e dormir com a satisfação de mais um dia com dever cumprido. Certamente que o caminho até sua aprovação não será fácil, mas não ache que seus problemas são maiores que de outras pessoas, não crie desculpas, não minta pra si mesmo. Não conheço sua história, seu contexto social, sua realidade, sua condição financeira, nem a educação básica que você teve, mas sei de uma coisa: você tem a capacidade de mudar sua realidade, de criar sua felicidade. Então o faça, de uma vez por todas. Acredite em si mesmo, confie no seu potencial! As raízes do estudo podem ser amargas, mas o fruto, meu amigo, é bem doce. Então continue firme, que estou esperando você do lado de cá.


Fonte: Site Estratégia

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ingrid Duarte: Aprovada no concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal


"Tive diversos momentos de fraqueza, de achar que não seria capaz. Quando isso começa a interferir nos seus estudos e te desmotivar, o estudo deixa de render e você perde horas valiosas.  Tive dias de estudar até a hora de dormir e pensar ‘meu Deus, acordo daqui a sete horas e começa tudo de novo’ e isso me deixava muito mal. Manter-se acreditando que sua hora chegará é imprescindível."

Quem nunca, diante de uma dificuldade, pensou em jogar tudo para o alto e desistir?! Na vida de um concurseiro esse é um pensamento que as vezes costuma aparecer, principalmente diante de uma reprovação. Mas como já dizia o magnata Steve Jobs, "cada sonho que você deixa para trás pode ser um pedaço do seu futuro que deixa de existir".


Estudando para concursos desde 2012, Ingrid Duarte é um exemplo de que persistir é o segredo do sucesso. Durante esse período, a administradora obteve aprovações, mas também reprovações e provações. Apesar de todos os obstáculos e de algumas vezes o desânimo ter batido em sua porta, ela seguiu em frente. E o resultado disso?! Sua aprovação/classificação no concurso da Receita Federal para o cargo de Auditor Fiscal.


Confira o depoimentos de Ingrid Duarte, uma concurseira dedicada e digamos até meio radical, mas que com seu esforço, dedicação e fé conseguiu alcançar seu objetivo maior: sua aprovação para o concurso de AFRFB.


Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formada em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovada? Qual o último?


Ingrid Duarte: Bom, eu sou formada em Administração, na Universidade Federal do Ceará. Ao ingressar na faculdade, em 2003, pensei ‘nossa, agora vou poder descansar um pouco dessa maratona de estudos’. No entanto, ainda no meu primeiro semestre, abriu um concurso para o Banco do Brasil (BB). Nunca havia pensado em trabalhar na área, por questões familiares. Mas a minha irmã insistiu e acabei fazendo. Fui aprovada em 18º lugar. Trabalhei no BB entre 2004 e 2010. Quando pedi demissão, estava doente por causa do stress e tinha planos de estudar no exterior. Nessa época, um ex-colega do banco foi aprovado na Receita e isso reacendeu em mim a vontade de estudar pra ser Auditora Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB), que era um sonho antigo.


Assim, a partir de setembro de 2010, passei a me dedicar inteiramente aos estudos. Fiz um curso presencial para aprender a base, enquanto estudava em casa por livros e videoaulas. O curso durou muito mais tempo do que o previsto e, nesse período, acabei não fazendo nenhum concurso, mesmo porque coincidiu com a suspensão de 2011.


Em 2012, com a solicitação de concurso para a RFB ainda pendente no Ministério do Planejamento, saiu o concurso para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Pesquisei sobre a carreira e imediatamente me interessei. Fui relativamente bem nas provas, mas fiquei fora das vagas porque não tinha pós-graduação e a pontuação para ela era muito alta. Fiquei muito mal depois disso, mas logo em seguida saiu o concurso da RFB, que, para a surpresa geral, veio com as provas para ambos os cargos no mesmo dia. Optei, então, por fazer para auditor. Talvez se tivesse feito para analista, teria passado, mas, como diz minha mãe, não adianta olharmos para trás. Eu não fui aprovada por uma questão em Direito Tributário, que eu tinha certeza que seria anulada. Eu já estava até mesmo estudando para a discursiva e foi uma reprovação que me machucou muito.


Tirei um mês de descanso e emendei com os estudos para a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) de SP. Nunca havia me aprofundado no ICMS e tive um pouco de dificuldade. Mesmo assim, consegui ser aprovada como excedente. Fiquei triste por não ter passado dentro das vagas, mas, ao mesmo tempo, feliz por ter sido aprovada em um universo tão grande de concorrentes.


Como ainda estava no 0x0, resolvi que estava na hora de abrir um pouco o leque. Assim, fiz SEFAZ de PA, Banco Central (Bacen) e INSS. Não fui aprovada nos dois primeiros. O segundo teve suas provas anuladas.


Durante todo esse tempo, não deixei de estudar as matérias da RFB, mesmo as específicas. Primeiro, porque adoro Comércio Internacional e Legislação Aduaneira. Segundo, porque havia um boato de que haveria outro concurso em breve porque o de 2012 teve poucos aprovados. Então, eu sempre as mantinha “frescas” na cabeça.


Dito e feito: o pedido foi feito em dezembro de 2013 e, em 09 de junho de 2014, eu estava recebendo a melhor notícia da minha vida: aprovada para AFRFB!


Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?


Ingrid: Foi surreal ver o meu nome no Diário Oficial da União. No entanto, a lista saiu em ordem alfabética, então, até alguém fazer a lista por ordem de classificação, foram momentos de extrema tensão, embora eu já soubesse que estava com uma nota boa. As reprovações me deixaram um pouco desconfiada e eu passei todo o tempo de espera do resultado com medo de não ter feito o mínimo na discursiva. Foi um longo mês com muitas noites mal dormidas.


Confesso que chequei várias vezes para ver se era realmente eu!


Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?


Ingrid: Talvez não tenha sido a forma mais saudável, mas eu realmente abdiquei de tudo. Saía de casa apenas para ir à missa. Nunca fui de sair muito, mas eu literalmente me tranquei em casa durante esse tempo, principalmente depois que meu curso presencial terminou.


Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?


Ingrid: Se eu estivesse trabalhando, talvez tivesse focado apenas no da Receita durante todo o tempo, mas a dedicação exclusiva e a pressa para ter novamente uma renda, em certo ponto, fizeram-me querer diversificar um pouco. Não julgo quem faz vários, pois acho que cada pessoa sabe das suas necessidades. No entanto, exceto pelos grandes, como PA e SP, eu não fiz dedicação exclusiva nos menores. Eu aproveitava a base que já vinha mantendo para a RFB e estudava somente as específicas poucas semanas antes. Sei que não é uma estratégia boa, mas, nos concursos que fiz já com o edital da RFB na praça, foi a única forma de não “perder tempo”.


Dessa forma, fiz INSS novamente e Assistente Técnico Administrativo (ATA) da Fazenda. No domingo, no intervalo entre as provas da RFB, eu estava conversando no carro com a minha mãe e muito triste. Estava desmotivada, com medo das provas e me sentindo realmente mal por não ter nada de concreto depois de tanto tempo de estudo. Então, eu disse a ela: ‘mãe, acho que vou desistir, encontrar um emprego; não aguento mais essa vida de estudar, estudar e não passar’. Fui pra última prova do domingo com essa resolução em mente. Na segunda, além do cansaço, havia a expectativa da saída dos gabaritos. Ainda com esse pensamento derrotista em mente, peguei meus gabaritos e iniciei a correção. Acho que nessa hora Deus deve ter dito ‘a sua hora chegou’ porque eu não acreditava na quantidade de questões certas que assinalava. Ainda assim, sabia que devia esperar o desempenho dos demais e levou alguns dias para o ranking começar a realmente ter muitas notas.


Para acabar de vez com qualquer pessimismo, na terça, saiu o resultado do INSS e passei em 13º. Nossa, quanta alegria! Finalmente, pude respirar, pois já tinha algo garantido. Logo depois, saiu o resultado de ATA, no qual também fui aprovada.


Daí pra frente, seria só alegria nos resultados!


Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?


Ingrid: Estudar para RFB é estudar mesmo sem edital ou autorização. Existem os pontos fora da curva, mas a maioria esmagadora dos aprovados estuda muito tempo para passar, principalmente porque a Esaf inovou em 2012 e 2014. Pra quem esperava uma prova em 2014 parecida com 2012, teve grandes surpresas. Imagino que a tendência seja essa agora.


Eu comecei em setembro de 2010, mas só comecei a fazer provas em 2012.


Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?


Ingrid: Acho que experimentei praticamente de tudo, exceto telepresenciais.


Não cheguei a comprar livros sobre métodos de estudo porque, quando ainda estava começando a me organizar, li o manual do Alex Meirelles e do Deme (um bem antigo que eles tinham em um blog). Ele ainda nem tinha o método de ciclos formatado, mas esse manual e os outros muitos depoimentos de aprovados que li me ajudaram a desenvolver um método que se adequasse às minhas necessidades.


Quando li a primeira vez sobre os ciclos, percebi que já fazia boa parte das coisas e o que não fazia era a parte que não se adequava a mim.


Gosto muito de planilhas, então, eu tinha uma bem completa e organizada com o que pretendia estudar a cada dia. Como nessa época eu ainda fazia curso presencial, meus horários eram definidos de acordo com ele.


Quando acabei o curso e passei a estudar somente em casa, vi que um planejamento semanal seria melhor porque eu poderia estudar o que quisesse no dia, mas teria que cumprir as metas da semana e passar por todas as matérias. Daí, o melhor era ir intercalando cálculo com teoria e exercícios. Pra mim, não há nada pior que estudar uma matéria que você não está a fim naquele dia porque o estudo não rende. Melhor deixar para outro dia, com a cabeça mais fresca. Nessa época, a planilha tornou-se mais simples e, quando a prova se aproximou, passei a colocar como metas os pontos do edital, pois pretendia fechá-lo.


Em relação a vantagens e desvantagens, acredito que seja uma decisão muito pessoal. Meu curso presencial era estilo pacotão, mas alguns cursos eu não assisti porque não me dei com o método do professor. Nesses casos, eu optava por outro material. Muitos dos bons professores do cursinho também dão aula em um curso de videoaulas, então, era quase como uma continuação, já que alguns deles têm uma didática fantástica.


No início, eu assistia às aulas no cursinho e lia os livros. Depois de entender a base, passava a buscar explicações complementares e exercícios.


Quando passei a estudar somente em casa, gostei muito por não perder tempo com o deslocamento, mas esse é um momento de você já saber a base e ter autodisciplina suficiente pra estudar sozinho. Confesso que não é fácil.


Gostei muito quando passei a estudar com pdf’s porque podia sublinhar e comentar e facilitava muito a revisão. Além disso, o pdf prende mais a minha atenção.


O ideal, na minha opinião, é que a pessoa experimente e veja com qual dos métodos o seu rendimento é maximizado.


Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria?


Ingrid: Eu tinha alguns cadernos da época do cursinho e mapas mentais que eu usava para revisar. Para as matérias de cálculo, fiz um resumo com todas as fórmulas bem colorido, de forma a facilitar pra decorar e consultar. Fora isso, eu sublinhava os pdf’s para fazer uma revisão rápida pré-prova.


Sou adepta de recursos mnemônicos. Há os bem conhecidos, mas muitos eu tentava formar sozinha, pois fariam mais sentido.


Em algumas matérias, como os Direitos, eu usava bastante a lógica e o bom senso. Pode parecer estranho, mas funcionava pra mim.


Eu estudava todas as matérias todas as semanas, nem que fosse só uma horinha para algumas porque me ajudava a manter a matéria sempre “fresca”, mas eu intercalava as mais amadas com as menos. Como funciono melhor de manhã, reservava esse turno para as mais complicadas e/ou teóricas. À tarde e à noite, preferia exercícios, principalmente cálculos.


Você tinha mais dificuldades em alguma disciplina? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?


Ingrid: Estatística realmente não é a minha praia. Vi alguns vídeos que me ajudaram muito porque simplificaram a matéria.


Legislação Tributária não é ruim, mas eu temia a quantidade de detalhes. Nesse caso, fui pelos pontos do edital e por um regulamento organizado por itens. Usei muito a lógica aqui pra lembrar de tudo.


Tive um pouco de dificuldade em contabilidade no início, mas consegui superar com uma professora muito boa e exercícios a perder de vista.


Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc?


Ingrid: Eu sou o tipo de pessoa que estuda até na fila pra entrar na sala. J


Eu estudava da hora que acordava até a hora de dormir, só descansava um pouco depois do almoço. Abri mão até da televisão. Exagero? Talvez, mas acho que cada um faz aquilo que acha que funciona.


Eu organizei todas as matérias para revisar todas, gastando mais tempo nas com maior peso. Na última semana, fiz uma revisão mais rápida ainda, focando só nos pontos principais de algumas matérias (excluí português, inglês, RLQ, por exemplo). O foco era memorizar o que faltava, principalmente porque tinha que fazer uma discursiva.


Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?


Ingrid: Eu estudo até o último segundo. Isso me dá confiança na hora da prova (talvez seja efeito placebo, mas pra mim funciona). Acho interessante quem tira folga uns dias antes, mas não conseguiria. E nunca, nunca tentem arrancar meu resumo da minha mão na porta da sala, amigos (sim, eles fazem isso) . 


Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?


Ingrid: Olha, adotei uma estratégia um pouco controversa. Em geral, eu não tenho problemas para escrever. Pela minha experiência no concurso do MDIC, eu sabia que meu maior problema seria lembrar da matéria na hora da prova. Assim, comprei um curso de discursivas, mas não cheguei a enviar nenhuma pra correção. Eu até rascunhei algumas, mas fiquei receosa porque vi que não daria tempo de revisar tudo e fazer as discursivas. Então, eu fazia o seguinte: lia a questão e explicava pra mim mesma cada ponto que deveria ser abordado, como se eu estivesse escrevendo. Depois, eu lia a resolução do professor e via se eu tinha abordado tudo. Foi mais rápido e eu ainda revisava.


Foi uma estratégia que foi perfeita pra mim, mas isso porque o meu problema maior era o conteúdo. Se a pessoa acha que deve melhorar a escrita também, aconselho veementemente que siga o caminho normal, mas comece a fazer desde o início para treinar com calma.


No meu caso deu certo, tirei 53 pontos de 60. Meus sete pontos perdidos foram todos de conteúdo, nenhum de escrita.


Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?


Ingrid: Nossa, difícil essa. Erros foram muitos, mas sou muito autocrítica. Quando eu percebia que algo não estava funcionando bem no meu método, eu já alterava logo.


Acho que eu deveria ter feito mais provas, não só porque poderia ter sido aprovada, mas também porque treinaria o nervosismo (muito importante isso), além de acompanhar a evolução das bancas.


Tudo serve de aprendizado, mesmo as derrotas. É difícil, mas é o que eu deveria ter feito mais vezes.


Acertei quando identifiquei com quais professores e cursos eu rendia mais. E também o Ebeji com seus informativos super organizados.


Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?


Ingrid: Tenho três amigas muito queridas com as quais dividia todas as agruras do percurso. Recorri muito a elas quando tinha dúvidas. Mas cada uma tem a sua forma de estudar.


No geral, acho que grandes problemas são: desistir, se desmotivar, não usar materiais adequados, negligenciar matérias que podem surpreender (Auditoria em 2012 e RLQ em 2014), não fazer exercícios.


Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?


Ingrid: O mais difícil foi continuar acreditando. Tive diversos momentos de fraqueza, de achar que não seria capaz. Quando isso começa a interferir nos seus estudos e te desmotivar, o estudo deixa de render e você perde horas valiosas.


Tive dias de estudar até a hora de dormir e pensar ‘meu Deus, acordo daqui a sete horas e começa tudo de novo’ e isso me deixava muito mal.


Manter-se acreditando que sua hora chegará é imprescindível.


Muita gente acha que ficar em casa só estudando é maravilhoso. Mas não é bem assim. Você se cobra muito mais, sente-se culpado se tirar uma folguinha e tem que ter uma boa poupança ou uma família que te apoie.


Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!


Ingrid: Faça o seu melhor. Acredite em você. Tenha fé em Deus e na sua capacidade. Leve o estudo a sério, mesmo quando tiver que estudar algo que não goste. Não lute contra a matéria.


Não se baseie só pelos outros. Cada pessoa tem um tempo diferente para internalizar a matéria. Se você só tem 3 ou 4 horas por dia pra estudar, aproveite-as da melhor forma possível e as faça render. A qualidade dessas horas e não somente a quantidade é que é decisivo.


Por mais difícil que seja de acreditar, um dia, a sua hora chega. Ponha nas mãos de Deus e peça que Ele te dê o melhor.

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